Tecnologia

Smartlet: A Revolução do Mobiliário Urbano Sustentável e Digital nas Cidades Inteligentes

Nos últimos anos, o debate sobre o futuro das “cidades inteligentes” tem ganhado intensidade, com a sustentabilidade sendo reconhecida como um elemento tão crucial quanto a conectividade digital. Nesse cenário, a Videoporto, uma empresa pernambucana de mídia digital out of home (DOOH), apresentou uma inovação que busca interligar essas duas vertentes essenciais: o Smartlet, um mobiliário urbano que combina a alta tecnologia com uma abordagem ecologicamente responsável.

O Smartlet nasceu em Recife e já está ganhando espaço em Maceió. Diferentemente dos painéis urbanos tradicionais, esse mobiliário vai além de exibir informações visuais. Ele é projetado para ser uma confluência entre a tecnologia e a preocupação ambiental, refletindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Com uma estrutura de 20 metros quadrados, equivalente a duas vagas de estacionamento, o equipamento utiliza energia solar para seu funcionamento, minimizando assim emissões de carbono.

Equipado com sensores avançados e controladores inteligentes, o Smartlet monitora e fornece dados em tempo real sobre a qualidade do ar, temperatura e índices pluviométricos do local onde está instalado. Essa capacidade de coleta e disseminação de dados ambientais torna-o não apenas uma peça de mobiliário, mas também uma ferramenta essencial para a gestão urbana eficiente e ecologicamente consciente.

A construção do Smartlet utiliza materiais recicláveis, incluindo madeira plástica para o revestimento, consolidando seu compromisso com a sustentabilidade. Além disso, funciona como um ponto de convergência de serviços comunitários, oferecendo Wi-Fi de alta velocidade e diversos locais para carregamento de dispositivos móveis, incluindo opções com e sem fio. O design incorpora, ainda, rampas para garantir a acessibilidade a todos os cidadãos.

A iniciativa do Smartlet foi discutida no evento Rec’n’Play 2025, uma das principais conferências de inovação do Brasil realizada em Recife. Neste evento, foi promovida a mesa de debates “Comunicação Sustentável e as Smart Cities: Desafios e Oportunidades” que aconteceu de forma inovadora em um catamarã no Rio Capibaribe, destacando a interação entre inovação tecnológica e responsabilidade ambiental.

A discussão reuniu especialistas para explorar a função social das mídias no espaço urbano e a urgência de abordar questões ambientais. Entre as pautas, destacou-se a possibilidade de o DOOH contribuir para uma ocupação urbana mais democrática e ética, com ênfase em utilizar as telas digitais para transmitir conteúdo de utilidade pública e para promover novas abordagens comerciais na publicidade, focadas em inteligência e inclusão.

Lelê Carvalho, que preside o Sindicato das Agências de Propaganda de Pernambuco (Sinapro-PE), afirmou que projetos como o Smartlet oferecem “uma oportunidade para compreender os ambientes de inclusão digital”, destacando o papel crucial da publicidade na divulgação de informações úteis para a sociedade.

O consultor em geografia e professor Sérgio Rizo incitou os participantes a refletirem sobre o papel da tecnologia nas paisagens urbanas. Por sua vez, Rafael Marroquim, especialista em comunicação, compartilhou exemplos globais de inovação mostrando que a tecnologia deve ser um meio de enriquecer a comunicação e o serviço público.

Fernando Carvalho, sócio-diretor da Videoporto e um dos idealizadores do Smartlet, ressaltou: “Acreditamos em uma mídia digital que interage com a cidade, com a cultura e com as pessoas. O Smartlet é um emblema de uma nova forma de relação dos cidadãos com os espaços urbanos. Representa a evolução da mídia urbana, unindo inovação digital, sustentabilidade e serviços públicos em um único ponto. Nosso objetivo é promover ambientes inteligentes, conectados e responsáveis, alinhando nossa atuação às agendas ESG e ao desenvolvimento das cidades brasileiras”.

O Smartlet foi reconhecido pelo Prêmio Central de Outdoor por dois anos consecutivos, consolidando a região Nordeste do Brasil como um centro de desenvolvimento de tecnologias limpas e de utilidade pública. Para escalar este modelo nacionalmente, a Videoporto adota o Naming Rights como estratégia de negócios e está em busca de parceiros que compartilhem da agenda ESG para ampliar o alcance do projeto em outras localidades.

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