Mudanças no iPhone: Tecnologias e Recursos que Desapareceram ao Longo dos Anos

A Apple é conhecida por realizar ajustes constantes em seus produtos a cada nova geração. Entre seus dispositivos mais emblemáticos, o iPhone passou por diversas transformações ao longo dos anos. Algumas dessas mudanças foram bem recebidas, trazendo avanços e inovações, enquanto outras deixaram saudades entre os usuários. O equilíbrio entre manter sua identidade e seguir novas direções é um desafio que a empresa enfrenta a cada novo lançamento.
Uma das características mais marcantes do iPhone era o “Mute Switch”, um botão físico cuja função era silenciar o aparelho de maneira rápida e prática. Este botão permitia aos usuários checar o status do aparelho apenas ao tocá-lo. Com o tempo, ele foi substituído pelo “Botão de Ação”, uma mudança que, apesar de oferecer novas possibilidades programáveis, perdeu a simplicidade e a funcionalidade imediata que muitos apreciavam. A ausência desse recurso significa que verificar se o aparelho está no modo silencioso ficou um pouco mais complicado, necessitando ligar a tela.
Os modelos mais antigos do iPhone, até a geração do iPhone 11, ostentavam laterais arredondadas que proporcionavam uma pegada confortável e ergonômica. No entanto, a partir do iPhone 12, a empresa retornou ao design de laterais retas, inspirado no clássico iPhone 4. Embora essa escolha fosse vista como mais estética e moderna, muitos usuários perceberam a diferença no conforto, especialmente em usos prolongados. Este ano, a Apple trouxe de volta o design curvado, um movimento que agradou aos que sentiam falta da ergonomia anterior.
As versões “Plus” e “mini” também foram aposentadas com o tempo, criando uma linha mais enxuta. O “mini” buscava atender a uma demanda por aparelhos menores e mais compactos, enquanto o “Plus” oferecia telas maiores e mais acessíveis comparadas aos modelos topo de linha. A introdução do iPhone Air trouxe mudanças significativas, focando em um design ultrafino, mas com algumas limitações no quesito funcionalidades, batendo de frente com expectativas de consumidores que buscavam um meio-termo entre tamanho e funcionalidades.
Em busca da sustentabilidade ambiental, a Apple removeu o adaptador de tomada das caixas dos iPhones a partir da linha 12, uma mudança que impactou financeiramente os consumidores. A alegação da companhia era reduzir o lixo eletrônico. Contudo, para muitos, a necessidade de adquirir um carregador compatível separadamente acabou tornando essa novidade uma experiência menos positiva, além de transformar o tradicional “unboxing” em algo menos completo do que usuários estavam habituados.
A qualidade das câmeras dos iPhones melhorou significativamente ao longo dos anos, mas isso resultou em módulos de câmera cada vez mais protuberantes. Especialmente nos modelos “Pro”, essas saliências são notáveis, comprometendo o design plano que muitos usuários apreciavam. Essa mudança tem gerado certo descontentamento, pois torna o uso do dispositivo sobre superfícies planas menos prático, além de tornar as câmeras mais suscetíveis a danos.
Com a recente migração para o eSIM, o tradicional slot físico para cartões SIM desapareceu. Esta transição, embora inevitável e considerada o futuro, ainda encontra resistência por parte dos usuários que valorizam a simplicidade e praticidade do chip físico. Trocar de operadora ou utilizar serviços móveis em viagens internacionais se tornou um processo mais complexo e, muitas vezes, burocrático com o uso do eSIM.
Os modelos de iPhone, a partir do iPhone 8, adotaram a traseira de vidro em vez do alumínio, que era amplamente utilizado nas versões anteriores, como o iPhone 7. O vidro permitiu o carregamento por indução, mas ao custo da durabilidade e resistência. Enquanto o vidro é considerado um material mais premium, a praticidade e robustez do alumínio ainda são lembradas com nostalgia por usuários.
Outra mudança significativa foi a remoção do Touch ID, substituído pelo Face ID a partir do iPhone X. Embora o reconhecimento facial ofereça uma segurança aprimorada, o sensor de impressão digital proporcionava um uso mais prático e eficiente em várias situações, algo que muitos usuários ainda apreciam e sentem falta.
A cor (Product)RED, que não apenas era conhecida pela sua beleza vibrante, mas também por apoiar uma causa nobre, também deixou de aparecer nos modelos principais de iPhone. Esta decisão encerrou uma tradicional parceria filantrópica, deixando usuários saudosos de uma opção de cor não só estética, mas carregada de significado.




