Homem na Nigéria é preso após gastar R$ 5,6 milhões recebidos por erro bancário

No dia 19 de janeiro de 2026, um caso inusitado chamou a atenção na Nigéria. Ojo Eghosa Kingsley foi preso e condenado após receber um significativo montante de aproximadamente R$ 5,6 milhões, resultado de uma falha no sistema do First Bank Nigeria Plc, diretamente em sua conta bancária. Ao invés de notificar o banco sobre o erro, Kingsley optou por gastar parte dessa quantia ao longo de vários meses, de junho a novembro de 2025, conforme informou a Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros da Nigéria (EFCC).
Após extensa investigação, Ojo Eghosa Kingsley admitiu o crime e declarou-se culpado no Tribunal Superior do Estado de Edo. Diante disso, ele foi condenado por roubo e conversão fraudulenta. Sua sentença resultou em um ano de prisão, mas foi-lhe dada a opção de pagamento de uma multa que correspondia a cerca de R$ 19 mil. No entanto, Kingsley não conseguiu arcar com esse valor e, por isso, decidiu cumprir sua pena no regime de prisão. Além disso, sua condenação incluía a obrigação de devolver aproximadamente R$ 1 milhão que ainda não havia sido recuperado pelos responsáveis.
Descobriu-se que Kingsley usou a quantia recebida de forma indevida para sustentar um estilo de vida luxuoso. As investigações da EFCC revelaram que parte dos recursos foi transferida para contas da mãe de Kingsley, Itohan Ojo, bem como para a conta de sua irmã, Edith Okoro Osaretin. Além disso, ele utilizou parte do dinheiro para concluir um projeto pessoal de construção. Felizmente, uma porção significativa do valor total foi recuperada pelas autoridades, com mais de R$ 4 milhões retornando ao banco.
O processo de recuperação dos valores foi bem-sucedido em grande parte devido aos esforços combinados do First Bank e da EFCC. O banco conseguiu reverter aproximadamente R$ 1,1 milhão cancelando transferências realizadas de modo irregular. Paralelamente, a EFCC obteve sucesso ao recuperar fundos em contas associadas a Kingsley e seus familiares. No dia 12 de janeiro de 2026, durante uma cerimônia oficial, a EFCC devolveu cerca de R$ 3 milhões ao banco.
Ainda assim, o caso não foi inteiramente resolvido, pois cerca de R$ 1 milhão ainda aguarda recuperação. A complexidade e os desafios enfrentados durante essa situação ressaltam a importância de sistemas financeiros robustos e mecanismos eficazes de detecção de fraudes para evitar problemas semelhantes no futuro.




