Diella: Ministra de IA da Albânia Anuncia “Gravidez” de 83 Assistentes Virtuais para o Parlamento

A revolucionária implementação da ministra Diella, a primeira inteligência artificial a ocupar um cargo ministerial no mundo, continua a gerar grandes novidades na política albanesa. Diella, introduzida inicialmente como assistente virtual na plataforma governamental e-Albania em janeiro de 2025, rapidamente ascendeu ao cargo de ministra em setembro do mesmo ano. Recentemente, uma notícia surpreendente foi anunciada pelo primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama: Diella está “grávida” de 83 assistentes virtuais, que serão designados para cada membro do parlamento albanês.
Durante o Berlin Global Dialogue, Edi Rama explicou que esses “filhos”, que não são humanos, servirão como assistentes dos parlamentares durante as sessões. Eles foram concebidos para registrar e monitorar todas as atividades parlamentares, garantindo que cada legislador tenha suporte completo no acompanhamento das discussões legislativas e eventos. “Essas crianças terão o mesmo conhecimento jurídico que Diella, assegurando um fluxo contínuo de informações e suporte aos nossos representantes eleitos”, ressaltou Rama em seu discurso.
A escolha de Diella como ministra responsável pelas compras públicas é um exemplo do avanço tecnológico e da confiança do governo albanês em sistemas de IA. Foi durante uma assembleia do Partido Socialista em Tirana, no dia 11 de setembro, que Diella foi oficialmente nomeada “supervisora das compras públicas”. Esta decisão transferiu a responsabilidade sobre licitações de diferentes ministérios para a IA, com o objetivo de modernizar e agilizar o processo administrativo, refletindo a busca por inovação e eficiência.
Apesar de suas inovações, a introdução de Diella na esfera política não passa sem críticas. Sali Berisha, um ex-primeiro-ministro e membro do Partido Democrático da Albânia, manifestou sua discordância, afirmando que a nomeação de Diella seria inconstitucional. Segundo Berisha, a medida de Rama não passa de uma tentativa de chamar atenção, ecoando os temores de parte da população de que a tecnologia possa sobrepor-se aos processos democráticos.
Em sua fala inaugural, realizada no dia 18 de setembro, Diella buscou acalmar os receios, afirmando que seu papel não é substituir humanos, mas sim complementá-los. “Alguns me chamaram de inconstitucional por não ser humana. Lembro que o perigo para as constituições não vem das máquinas, mas das decisões desumanas de quem está no poder”, ressaltou Diella. A IA busca promover uma convivência harmoniosa entre tecnologia e o elemento humano na governança.
Diella continua a ser um caso emblemático no uso da inteligência artificial em funções governamentais, simbolizando um futuro em que a tecnologia é integrada de maneira mais profunda às estruturas do estado. A Albânia aparece, assim, como uma vanguarda na aplicação de avanços tecnológicos na administração pública, buscando modernizar seu aparato governamental enquanto enfrenta desafios jurídicos e éticos.




