Política

IPCA de outubro sobe 0,09% com queda na energia elétrica

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,09% em outubro. Este aumento é menor do que o de setembro, que foi de 0,48%. Este resultado é considerado o mais baixo para um mês de outubro desde 1998, quando houve uma alta de apenas 0,02%. No acumulado de 2023, a inflação já soma 3,73% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,68%. Em outubro de 2022, a variação foi de 0,56%.

Analistas esperavam um aumento maior, com uma previsão média de 0,16% para o mês e 4,75% em relação ao ano anterior.

Um dos principais fatores que influenciaram a desaceleração da inflação foi a queda nos preços da energia elétrica, que contribuiu com uma redução de 0,10 ponto percentual. A energia elétrica residencial, em particular, teve uma diminuição de 2,39%. Essa mudança ocorreu devido à redução da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2 para a vermelha patamar 1. Com isso, a taxa extra na conta de luz caiu de R$ 7,87 para R$ 4,46 a cada 100 quilowatt/hora consumidos. Outros itens com quedas significativas foram o aparelho telefônico e o seguro voluntário de veículos, com variações de -2,54% e -2,13%, respectivamente.

No que diz respeito à alimentação e bebidas, que representam a maior parte do índice, houve uma variação quase nula de 0,01%. Esse resultado é o menor para outubro desde 2017. Embora o preço da alimentação em casa tenha recuado 0,16% – com destaque para a queda no arroz, que foi de 2,49%, e no leite longa vida, que caiu 1,88% – houve algumas altas, como na batata-inglesa, que aumentou 8,56%, e no óleo de soja, com uma alta de 4,64%.

A redução nos preços da alimentação e da energia elétrica foi um dos fatores que contribuíram para a desaceleração da inflação. Sem considerar esses dois grupos, o índice de outubro teria ficado em 0,25%.

Por outro lado, a alimentação fora de casa teve um aumento, passando de 0,11% em setembro para 0,46% em outubro. O custo dos lanches subiu de 0,53% para 0,75%, enquanto o valor das refeições saiu de -0,16% para 0,38%.

O grupo Vestuário apresentou a maior variação no mês, com 0,51%, impulsionado pelo aumento nos preços de calçados e acessórios (0,89%) e roupas femininas (0,56%). No setor de Despesas Pessoais, a variação foi de 0,45%, com destaque para o aumento do custo do empregado doméstico (0,52%) e do pacote turístico (1,97%).

Na área de Saúde e Cuidados Pessoais, a variação foi de 0,41%, impactada pela alta nos artigos de higiene pessoal (0,57%) e nos planos de saúde (0,50%). O grupo de Transportes teve um aumento de 0,11%, refletindo a alta nos preços das passagens aéreas (4,48%) e dos combustíveis (0,32%). O preço do óleo diesel, no entanto, teve uma queda de 0,46%, enquanto o etanol, gás veicular e gasolina registraram altas de 0,85%, 0,42% e 0,29%, respectivamente.

Na análise regional, Goiânia teve a maior variação no índice, com 0,96%, impulsionada pelo aumento nos preços da energia elétrica residencial (6,08%) e da gasolina (4,78%). Já São Luís registrou a menor variação, de -0,15%, devido à queda nos preços do arroz (-3,49%) e da gasolina (-1,24%). Belo Horizonte também teve uma variação negativa, com quedas nos preços da gasolina (-3,97%) e da energia elétrica residencial (-2,71%).

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