Como usar o 13º salário de forma inteligente?

O prazo para o pagamento do 13º salário aos trabalhadores está se aproximando. Para muitas famílias, essa quantia extra durante as festas de fim de ano representa um alívio nas finanças e ajuda a começar o próximo ano de forma mais equilibrada.
Para quem está endividado, a recomendação é usar o 13º salário para quitar ou diminuir as dívidas. Bruno Perri, economista, sugere que o primeiro passo é negociar com os bancos ou financeiras em busca de condições melhores e descontos para pagamentos à vista. Ele ressalta que é fundamental priorizar as dívidas mais onerosas, como as do cartão de crédito e do cheque especial, que costumam ter juros elevados.
Os juros altos podem comprometer o orçamento mensal e dificultar a formação de uma poupança. Pagar as dívidas pode ser visto como um investimento que traz retorno instantâneo, permitindo que a pessoa respire financeiramente.
Se a família não possui dívidas, a orientação é reservar o 13º para cobrir despesas que costumam surgir no início do ano, como matrículas escolares, compra de materiais, e os impostos de IPVA e IPTU. Caso ainda sobre algum valor, Perri sugere considerar investimentos. Uma boa opção seria aumentar a reserva de emergência ou investir em um PGBL para obter benefícios tributários no Imposto de Renda, embora essa última alternativa valha apenas para trabalhadores com carteira assinada que realizam a declaração completa.
Os trabalhadores devem prestar atenção, pois em 2025 a primeira parcela do 13º será paga até o dia 28 de novembro, coincidentemente na Black Friday, quando há grandes promoções. Gustavo Moreira, planejador financeiro, alerta que é possível aproveitar as ofertas, mas com cautela para não prejudicar o orçamento do começo do ano seguinte.
Ele aconselha a estabelecer um limite de gastos e elaborar uma lista com os itens realmente necessários antes de decidir as compras. Essa abordagem ajuda a celebrar o fim do ano sem entrar no vermelho no início do prazo. É importante lembrar que o 13º salário não deve ser tratado como um “dinheiro extra”, mas sim como parte do planejamento financeiro anual.




