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Verdade e mentira na série do Prime Video: saiba mais

A série “Tremembé” estreou na plataforma Prime Video na última sexta-feira e rapidamente se tornou um assunto em discussão. Composta por cinco episódios, a produção retrata a vida de detentos famosos no presídio de Tremembé, localizado no interior de São Paulo. A trama aborda as histórias de figuras conhecidas como Suzane von Richthofen, interpretada por Marina Ruy Barbosa, e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, representados por Felipe Simas e Kelner Macêdo. Outros personagens notáveis incluem Elize Matsunaga (interpretada por Carol Garcia) e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá (Lucas Oradovschi e Bianca Comparato).

A série foi inspirada em livros do jornalista Ullisses Campbell, que também é um dos roteiristas. Ele é autor de “Suzane: assassina e manipuladora” e “Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido”. Antes da estreia, ele lançou outra obra chamada “Tremembé: O presídio dos famosos”, que detalha a vida de celebres detentos.

Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato de seus sogros, fechou um pacto com Suzane von Richthofen para executar os crimes em 2002. Ele pegou uma pena de 38 anos e seis meses de prisão. Dentro do presídio de Tremembé, Cristian começou um relacionamento com Duda, cujo nome real é Ricardo de Freitas Nascimento. Duda, que tinha 26 anos na época, foi condenado por assalto à mão armada. Na série, Duda é interpretado por João Pedro Mariano e Cristian por Kelner Macêdo. O relacionamento deles terminou quando Cristian passou a cumprir pena em regime semiaberto.

Cristian expressou descontentamento com sua representação na série, considerando algumas partes como “fake news”. O jornalista Ullisses Campbell, por sua vez, compartilhou um post nas redes sociais mostrando uma calcinha, que afirma ser de Cristian, e uma carta escrita por ele para Duda. Ele ressaltou a importância de documentos materiais em histórias que envolvem controvérsias.

A série também aborda a entrevista de Suzane von Richthofen com o apresentador Gugu Liberato em março de 2015. O encontro ocorreu após Gugu se transferir para a Record e foi muito comentado por conta de seu tom sensacionalista. Gugu obteve permissão judicial para realizar a gravação, que foi intermediada por Sandra Regina, conhecida como Sandrão, outra detenta que mantinha uma relação com Suzane. Para a realização da entrevista, foram pagos R$ 120 mil, sendo R$ 100 mil para Suzane e R$ 20 mil para Sandrão. Além do pagamento, Suzane recebeu três máquinas de costura como presentes, com a promessa de que elas ajudariam a recomeçar sua vida após a prisão. Porém, as máquinas se tornaram objeto de disputa entre as detentas quando se separaram.

Os diálogos da série foram escritos para garantir um bom ritmo narrativo, embora os roteiristas tenham se baseando nos livros de Ullisses, que contêm diversos relatos. Isso significa que, como em qualquer obra de ficção, nem todos os diálogos retratados são plenamente fiéis ao que realmente aconteceu.

Além das histórias de relacionamentos, a série também menciona um triângulo amoroso entre Suzane, Elize Matsunaga e Sandrão. Embora a ordem dos eventos na história tenha sido adaptada para efeito dramático, é verdade que Elize manteve um breve relacionamento com Sandrão, que durou apenas três dias. A relação mais significativa, no entanto, se deu entre Sandrão e Suzane, que se conheceram enquanto trabalhavam na fábrica de costura da prisão. Elas formalizaram um compromisso dentro do sistema carcerário, o que lhes permitiu conviver em uma ala designada para casais.

Sandrão foi a responsável por persuadir Suzane a aceitar propostas de entrevistas na TV, como a de Gugu. As máquinas de costura, que foram um presente do apresentador, acabaram na casa de um irmão de Sandrão, já que Suzane não tinha um local para armazená-las fora do presídio. Esse presente se tornou fonte de conflito quando elas se separaram, com Sandrão se recusando a devolver as máquinas, argumentando que ajudou Suzane a conseguir a entrevista. Suzane insistiu que os equipamentos eram destinados a ajudá-la a estabelecer um ateliê de costura quando pudesse deixar a prisão.

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