Trump declara ‘guerra acabou’ em Gaza ao ir a Israel por reféns

Pelo menos 27 pessoas morreram em intensos confrontos entre as forças de segurança do Hamas e membros armados da família Dughmush em Gaza City. Esse evento se tornou uma das mais violentas batalhas internas desde que as operações militares israelenses na região foram suspensas.

Os combates começaram nas proximidades de um hospital na área sul de Gaza City, onde homens armados do Hamas trocaram tiros com militantes da família Dughmush. Testemunhas afirmaram que as forças de segurança cercaram uma milícia armada e iniciaram uma operação para capturar seus membros.

De acordo com o ministério do Interior, controlado pelo Hamas, oito membros das forças de segurança foram mortos em um que chamou de “ataque armado de uma milícia”. Fontes médicas locais informaram que 19 integrantes da família Dughmush também perderam a vida, totalizando assim 27 mortos no conflito.

Os confrontos começaram no bairro Tel al-Hawa, quando mais de 300 combatentes do Hamas cercaram um bloco residencial onde os militantes da família Dughmush estavam escondidos. Moradores descreveram momentos de pânico, com famílias deixando suas casas sob fogo cruzado. Muitas dessas pessoas já haviam sido deslocadas várias vezes devido a guerras anteriores.

Um residente comentou que, desta vez, as pessoas não estavam fugindo dos ataques israelenses, mas sim de suas próprias autoridades. A família Dughmush é uma das mais influentes de Gaza e, historicamente, mantém uma relação tensa com o Hamas, tendo se confrontado com o grupo em diversas ocasiões.

O ministério do Interior do Hamas afirmou que suas forças estão empenhadas em restabelecer a ordem e que qualquer atividade armada fora do que eles consideram “resistência” será tratada com rigor. As duas partes trocaram acusações sobre a responsabilidade pelo início dos conflitos. O Hamas declarou que os Dughmush atacaram seus membros, matando dois e ferindo cinco, o que teria motivado a resposta armada.

Por outro lado, um porta-voz da família Dughmush afirmou que os militantes do Hamas foram até um prédio que anteriormente abrigava o Hospital Jordaniano, onde sua família estava refugiada após a destruição de suas casas em um ataque israelense recente. Segundo essa versão, o Hamas teria tentado expulsar a família do local para estabelecer uma nova base de operações.

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