Christy: análise da IGN

O filme “Christy” estreia nos cinemas no dia 7 de novembro. A produção traz Sydney Sweeney no papel da boxeadora Christy Martin, uma pioneira do esporte que desafiou barreiras em um ambiente tradicionalmente masculino. A trama retrata a ascensão de Martin na sua carreira e os abusos que sofreu nas mãos de seu marido e treinador, Jim Martin, interpretado por Ben Foster.
O filme se passa entre 1989 e 2010, abordando momentos chave da vida de Christy de forma acelerada. Com uma estrutura que mistura várias montagens, “Christy” mostra desde seus treinos até a conquista de espaço na mídia, mas muitas vezes deixa o público desejando ver mais detalhes sobre os eventos e pessoas que moldaram sua trajetória.
Embora o filme siga uma fórmula típica de biografias, ele destaca o esforço de Sweeney para se transformar fisicamente, representando a luta de uma mulher em um ambiente hostil. Christy enfrenta rejeição familiar por sua orientação sexual, mas encontra seu propósito no boxe na década de 1990, onde se torna uma figura de destaque. Contudo, sua vida se complica quando se casa com Jim, que logo se revela uma pessoa abusiva.
A interpretação de Ben Foster como Jim é marcante, apresentando um personagem que usa a misoginia e a homofobia da sociedade a seu favor, oprimindo uma mulher talentosa. O filme explora como Martin tenta se libertar, mesmo enfrentando desafios e manipulações de seu marido. A liberdade de Christy só chega após uma luta intensa e desesperadora em 2010.
“Christy” enfrenta os desafios típicos de filmes biográficos, onde personagens secundários muitas vezes não recebem o destaque necessário. No entanto, a atuação principal de Sweeney consegue transmitir a determinação e vulnerabilidade de Martin, que, apesar de sua imagem forte, enfrenta um profundo conflito interno.
Katy O’Brian também se destaca como Lisa Holewyne, antiga rival de Martin, mas sua história fica relegada a um epílogo, o que faz falta na narrativa. O filme poderia ter se beneficiado de uma exploração mais profunda dos eventos finais, especialmente da resolução da história de Jim.
O retrato da vida de Christy Martin é um lembrete do preço que muitas mulheres pagam por sua liberdade e sucesso, tornando “Christy” uma experiência emocional, embora marcada por algumas limitações narrativas.




