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Metrô que ligará USP e Granja Viana terá trens ‘asiáticos’

A Linha 22-Marrom do metrô de São Paulo, que prevê 29,75 quilômetros de extensão, está em andamento desde que seu desenvolvimento foi retomado há cerca de um ano e meio. O anteprojeto de engenharia, entregue em setembro, destaca a construção de 19 estações que vão de Cotia, na Grande São Paulo, até Sumaré, na zona oeste da capital. A nova linha também passará por Osasco e incluirá três estações na Cidade Universitária da USP.

Entre as inovações do projeto estão a adoção do chamado “layout asiático”, que inclui vagões e túneis mais estreitos, além de estações com elevadores em vez de escadas rolantes. A proposta também sugere a construção de “empreendimentos associados”, como lojas e escritórios, que visam trazer recursos para financiar a obra.

O tempo estimado para o percurso completo é de 42 minutos. Nos próximos meses, o projeto precisa passar por etapas importantes, como sondagens geotécnicas e licenciamento ambiental. Um aspecto crucial desses estudos é o planejamento das estações mais profundas, especialmente na zona oeste, onde a topografia é acidentada. O custo da obra ainda não está calculado, mas as estimativas iniciais giram em torno de R$ 90 bilhões, considerando também a Linha 20-Rosa e a Linha 19-Celeste.

Existem críticas em relação ao investimento na linha, especialmente por se destinar a áreas com menor demanda, como a Granja Viana, que possui muitos condomínios de alto padrão. Por outro lado, a gerência do Metrô afirma que mais da metade dos 678 mil passageiros diários estimados não utilizam o metrô atualmente, destacando a importância de garantir acesso a oportunidades de trabalho, principalmente na zona oeste.

As mudanças no projeto visam atender a uma demanda projetada que não é tão alta quanto nas linhas mais antigas. Os trens, com 2,65 metros de largura, permitirão uma melhor distribuição dos assentos e otimizarão o espaço nos corredores. A estrutura dos túneis também será reduzida, o que diminuirá custos de construção.

Além disso, a estação da Sumaré está prevista para ter uma profundidade de até 71 metros, exigindo elevadores de alta capacidade em algumas paradas, ao invés de escadas rolantes. O objetivo é melhorar a experiência dos usuários e reduzir os tempos de deslocamento.

Na Cidade Universitária, a implementação de uma estação que funcione como uma praça pública foi discutida para integrar o entorno e minimizar impactos nas atividades acadêmicas. Estão em planejamento potenciais empreendimentos imobiliários nas áreas ao redor das estações, embora essa abordagem ainda necessite de mais discussões.

Inicialmente conhecida como Linha 22-Bordô, a linha já teve propostas como um ramal de menor porte ou até um monotrilho na Raposo Tavares, que foram desconsideradas após análises técnicas. A Linha 22-Marrom, que representa um passo importante para a interligação do sistema metroviário, também tem o objetivo de atender cidades vizinhas, uma necessidade crescente devido ao crescimento da região metropolitana.

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