CBF Lança Fair Play Financeiro Inspirado em Regras Europeias com Abordagem Não Intervencionista

Introdução ao Fair Play Financeiro no Brasil
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresenta um novo modelo de controle financeiro para o futebol brasileiro, inspirado nas diretrizes de fair play financeiro adotadas por ligas europeias e pela UEFA. Contudo, a entidade nacional destaca que este sistema adotará uma abordagem menos intervencionista, conhecida como corretiva.
Comparação com Modelos Europeus
Durante a apresentação do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), a CBF comparou seu modelo com a Premier League inglesa, a Ligue 1 francesa, a La Liga espanhola e a UEFA. Notáveis diferenças e semelhanças foram destacadas por Caio Resende, Diretor Acadêmico da CBF Academy, e o economista César Grafietti, visando padronizar as exigências financeiras dos clubes e elevar o nível de competitividade do futebol nacional.
Pilares do Fair Play Financeiro da CBF
- Controle de Dívidas: A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) fiscalizará trimestralmente as dívidas dos clubes.
- Equilíbrio Operacional: Clubes devem apresentar superávit operacional; déficit anual poderá ser monitorado via triénio.
- Controle de Custo de Elenco: Os gastos com salários, encargos, direitos de imagem e amortizações não devem exceder 70% das receitas.
- Controle de Endividamento de Curto Prazo: Limite estabelecido pela relação entre dívida líquida de curto prazo e receita relevante, que deve ser no máximo 45%.
Periodicidade e Avaliações
Para o controle de dívidas, a fiscalização será realizada nos dias 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro de cada temporada, semelhante à prática adotada pela UEFA. Cada uma das ligas europeias possui sua própria periodicidade e critérios de fiscalização:
- UEFA: Avaliação três vezes ao ano.
- França: Fiscalização mensal.
- Espanha: Exame semestral e sem passivos permitidos.
- Inglaterra: Análise anual.
Assim, o Brasil se alinha a algumas práticas europeias, mas mantém particularidades como a consideração de aportes financeiros nos cálculos de custos de elenco, prática não usual em outras ligas.
Conclusão
Com o lançamento do SSF, a CBF busca um equilíbrio entre manter a competitividade e sustentar financeiramente os clubes, utilizando regras que incentivam prudência financeira sem ingerência excessiva. A introdução deste modelo reflete um importante passo em direção à estabilidade e transparência financeira no futebol brasileiro.




