Gangs controlando prisões no Reino Unido e o tráfico de drogas

No interior das prisões britânicas, uma rede de crime organizado opera com força. Gangues estão controlando negócios de drogas que movimentam milhões de libras, ordenando execuções e lavando dinheiro, tudo isso dentro das celas.
Funcionários corruptos, telefones criptografados e enforcers brutais transformaram as prisões em centros de poder para o crime organizado. Fontes indicam que a violência, o tráfico de drogas e a movimentação de dinheiro estão descontrolados. Para combater essa situação, o Serviço Penitenciário Britânico está aumentando o número de agentes dedicados a erradicar as gangues.
Os internos ganharam poder com a utilização de chips de telefonia celular contrabandeados e aplicativos de mensagens criptografadas. Muitos não são apenas prisioneiros comuns, mas sim líderes do crime, com a ajuda de funcionários que importam drogas, armas e celulares, por altos lucros.
O ministro de Prisiones, James Timpson, expressou preocupação com o enfraquecimento da disciplina nas instituições penitenciárias, afirmando que alguns funcionários foram facilmente manipulados por criminalidade organizada. Ele ressaltou que a situação pode criar um ambiente tóxico nas partes das prisões onde esses criminosos operam.
Atualmente, dos mais de 87 mil prisioneiros no Reino Unido, aproximadamente 10,6% estão envolvidos em atividades de crime organizado.
Em seu último relatório, o Inspetor-Chefe das Prisões, Charlie Taylor, alertou sobre o nível elevado de criminalidade em várias instituições, mencionando a dificuldade de controle por parte do pessoal sobre as situações dentro das celas.
Um dos casos mais notórios é o de Curtis Warren, conhecido como “Pablo Escobar britânico”, que nos anos 90 montou um império de tráfico de drogas avaliado em 200 milhões de libras. Warren colaborou com o Cartel de Cali da Colômbia e era reconhecido como um dos criminosos mais astutos da época, elaborando planos detalhados para contrabando de cocaína.
Outro exemplo é o de Morgan Farr Varney, uma funcionária de prisão que se envolveu romanticamente com um preso. Ela foi condenada a dez meses de prisão após ser flagrada em atividades impróprias com o detento.
Nico Logan, outro criminoso, continuou a operar seu império de drogas enquanto cumpria pena, sendo condenado a um aumento em sua sentença após orquestrar a importação de um milhão de libras em cocaína.
Além dele, o caso de Alexander Mullings ilustra a capacidade de alguns presos de contrabandearem armas e drogas em parceria com suas famílias. Mullings usou drones para enviar pacotes ilegais para dentro das prisões.
Amy Hatfield, uma enfermeira da prisão, também foi presa por seu envolvimento em um esquema de contrabando de drogas, transmitindo itens proibidos devido a seus laços com um gangster que estava atrás das grades.
Esses exemplos revelam como as prisões britânicas se tornaram pontos nevrálgicos de atividade criminosa, desafiando os esforços das autoridades para garantir a segurança e a ordem dentro e fora das celas. A crescente influência das gangues e a corrupção entre os funcionários representam um obstáculo significativo para o sistema penitenciário. A situação exige soluções urgentes e eficazes para restaurar a segurança nas prisões do Reino Unido.




