A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) reportou um lucro de R$ 76 milhões no terceiro trimestre de 2025. Este resultado é uma grande mudança em relação ao prejuízo de R$ 751 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, além de uma perda de R$ 130 milhões no segundo trimestre deste ano. Esta é a primeira vez em 2025 que a empresa conseguiu apresentar um lucro, que foi impulsionado pela melhora nas operações e por fatores como a variação cambial que teve um impacto positivo nas despesas financeiras e a reversão de impostos no trimestre.
Entre julho e setembro, a CSN teve receitas totais de R$ 11,79 bilhões, o que representa um aumento de 6,6% em relação ao ano anterior. Esse desempenho foi principalmente impulsionado pelo segmento de mineração, que se beneficiou do aumento nos preços do minério de ferro e da melhora nas operações. O setor de cimentos também se destacou, alcançando seu melhor desempenho do ano por meio de vendas maiores e reajustes de preço. Além disso, o segmento de logística teve um aumento na movimentação de cargas, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.
O resultado financeiro da CSN ficou negativo em R$ 1,44 bilhão, embora tenha melhorado 25,3% em relação ao resultado também negativo de R$ 1,93 bilhão do terceiro trimestre de 2024. No que diz respeito aos impostos, a companhia teve um ganho de R$ 204 milhões, revertendo uma despesa de R$ 399 milhões registrada no mesmo período do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 3,32 bilhões, com um crescimento de 45,3% em relação ao ano passado. Essa progressão na rentabilidade decorre de um forte desempenho operacional, como recordes na produção e venda de minério, o segundo melhor resultado de vendas na área de cimentos, e o maior Ebitda registrado no setor de logística. A CSN também conseguiu uma gestão eficiente no setor siderúrgico, reduzindo os custos de produção de placas para os níveis mais baixos dos últimos quatro anos.
Embora o mercado de siderurgia tenha enfrentado pressão de preços devido à presença de materiais importados, há indícios de melhora, com reajustes sendo aplicados no início do quarto trimestre. Esse cenário pode se tornar um fator positivo para os resultados futuros da empresa.
A dívida líquida da CSN, até 30 de setembro, era de R$ 37,54 bilhões. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda dos últimos 12 meses foi de 3,14 vezes, inferior à taxa de 3,24 vezes registrada no final de junho. Esse desempenho expressa a eficiência operacional alcançada no trimestre, compensando o fluxo de caixa negativo e o pagamento de dividendos aos acionistas da subsidiária CSN Mineração.
