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CNJ investiga possível omissão do Judiciário em operação no Rio

O corregedor-nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, determinou que os tribunais do Rio de Janeiro devem fornecer informações em um prazo de 48 horas sobre possíveis omissões ocorridas durante uma grande operação policial realizada esta semana. A ordem foi emitida na sexta-feira, dia 31.

As solicitações se dirigem ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, à sua Corregedoria-Geral, ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região e à sua Corregedoria Regional, além da Vara de Execuções Penais. Também estão na mira dessa investigação os juízes de Direito Marcel Laguna Duque Estrada e Rafael Estrela Nóbrega.

Segundo o corregedor, a situação atual exige uma “atuação coordenada e imediata” para garantir que os deveres funcionais sejam cumpridos e para preservar a integridade das instituições judiciárias. A operação no Rio de Janeiro teve como alvo líderes da facção criminosa Comando Vermelho, nos complexos do Alemão e da Penha, resultando em mais de 130 mortes, tornando-se a operação policial mais letal da história do Brasil.

Para liderar essas investigações, Campbell designou os juízes auxiliares Dimitri Vasconcelos Wanderley e Lizandro Garcia Gomes Filho. Eles atuarão em nome da Corregedoria e terão a responsabilidade de coletar informações, coordenar visitas à capital fluminense e, se necessário, elaborar relatórios detalhados sobre o caso.

O objetivo da investigação é identificar possíveis falhas estruturais no sistema de Justiça do Rio e promover correções que ajudem a restabelecer a normalidade institucional.

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