A deputada federal Caroline de Toni, do PL de Santa Catarina, está considerando trocar de partido para concorrer ao Senado nas eleições do próximo ano. Isso pode ocorrer caso o PL não lance sua candidatura para uma das duas vagas disponíveis no estado. Caroline foi convidada pelo partido Novo para ser candidata ao Senado.
A deputada é aliada da família Bolsonaro e, no último mês, recebeu Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em visitas a várias cidades do oeste de Santa Catarina. Carlos está se movimentando para mudar seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina, visando uma candidatura ao Senado.
A mudança de Carlos Bolsonaro deve ser formalizada até dezembro, quando ele planeja renunciar ao cargo de vereador no Rio e se transferir para São José, em Santa Catarina. Essa movimentação pode deixar Caroline sem espaço no PL, já que há a expectativa de que ele seja um dos candidatos fortes do partido.
Nos bastidores, chegou-se a discutir a possibilidade de uma chapa com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, mas a coligação do PL com o Progressistas para a reeleição do governador Jorginho Mello é vista como um obstáculo para isso. Assim, o PL deve apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin, do Progressistas.
Em uma entrevista à rádio Princesa, Caroline de Toni afirmou que espera que o PL resolva sua situação até março, antes da janela partidária. Ela mencionou que, se não conseguir uma definição, buscará uma nova legenda para concorrer ao Senado. Caroline entrará em licença-maternidade em breve, o que deve atrasar sua decisão.
O partido Novo vê Caroline de Toni como uma candidata promissora, caso ela decida aceitar a proposta. Se isso ocorrer, ela seria o principal nome do Novo para o Senado em Santa Catarina. Com a iminente mudança de Carlos Bolsonaro e um possível acordo entre o PL e o Progressistas, as negociações sobre a troca de partido se intensificaram.
O Novo busca aumentar sua presença no Congresso e acredita que Caroline pode ajudar a cumprir a cláusula de barreira, que determina a divisão do fundo eleitoral e do tempo de propaganda baseada no desempenho das legendas nas eleições. O partido considera fundamental ter candidatos de destaque em Santa Catarina e já conta com o apoio de prefeitos e empresários. Caroline, que já foi a pré-candidata do governador Jorginho Mello antes das articulações que envolveram Carlos Bolsonaro, se posiciona como uma figura relevante para o próximo pleito.
