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Bicheiros e familiares inspiram personagens da série

A série “Donos do Jogo” estreou recentemente na Netflix e retrata personagens inspirados em figuras do crime organizado do Rio de Janeiro. A trama inclui referências a pessoas ligadas à contravenção, como bicheiros e seus familiares, e traz à vida personagens como Tamara e Shanna Garcia, além de Miro Garcia, Piruinha e Zé Personal.

As protagonistas Tamara e Shanna são baseadas nas filhas de Maninho, um contraventor assassinado em 2004, e de Sabrina Harrouche Garcia. Na série, Mirna, interpretada por Mel Maia, e Suzana, interpretada por Giullia Buscacio, se tornam herdeiras da contravenção, mas acreditam que precisam de um homem ao lado para alcançar o topo. A rivalidade entre as irmãs, similar à de suas contrapartes reais, é um ponto central da história.

O personagem Zé Personal, vivido pelo rapper e ator Xamã, é uma adaptação de José Luiz de Barros Lopes, genro de Maninho, que faleceu em 2011. Na série, Zé Personal é um personal trainer envolvido com MMA e utiliza seu casamento como uma porta de entrada para o poder.

Miro Garcia, pai de Maninho, é retratado na ficção como Jorge Guerra, interpretado por Roberto Pirillo. Ele é o fundador de uma organização criminosa e, na trama, convive com uma doença na velhice, refletindo as complexidades da vida e morte no submundo do crime.

O personagem Piruinha, conhecido como José Caruzzo Escafura, enfrentou sérios problemas de saúde neste ano. Na série, ele é representado por Coelho, que tem filhos espalhados pela cidade e é apostador em festas, bebidas e mulheres. Algumas frases de Piruinha fizeram sucesso em “Vale o Escrito”, uma série documental sobre a contravenção carioca.

A série “Donos do Jogo” foi criada por Heitor Dhalia, Bernardo Barcellos e Bruno Passeri. Barcellos é o roteirista-chefe e conta com uma equipe de roteiristas, incluindo Mariana Torres, Luciana Pessanha, Rafael Spínola e Rosana Rodini. João Iglesias também atuou como assistente de roteiro. A obra é uma imersão na realidade das gangues cariocas, propondo uma narrativa que combina ficção com elementos do cotidiano do crime.

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