Política

BC se empenha em preservar a reputação do Pix, diz diretor

O Banco Central do Brasil anunciou novas medidas para fortalecer a segurança do sistema de pagamentos instantâneos conhecido como Pix. Em um evento online comemorativo pelos cinco anos do Pix, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, destacou que a reputação do sistema é fundamental e que a autarquia está comprometida em mantê-la.

Gomes enfatizou que, para garantir a confiança dos usuários, o Banco Central tem dedicado esforços significativos para preservar esse “ativo importante”. Entre as ações recentes, ele mencionou a obrigatoriedade de que as informações relacionadas a uma chave-Pix estejam alinhadas com os registros da Receita Federal. Além disso, foi estabelecido um limite de R$ 15 mil para transações feitas por instituições financeiras não autorizadas.

O diretor também anunciou que o Banco Central está trabalhando em novas regras para aumentar a segurança do Pix. Uma das propostas é definir de maneira clara o que constitui “fundada suspeita de fraude”. Atualmente, a avaliação de tais casos fica ao critério das instituições, o que pode gerar incertezas.

Com o objetivo de padronizar os alertas sobre fraudes, o Banco Central está em diálogo com o mercado. Gomes revelou que uma nova funcionalidade em desenvolvimento permitirá que os usuários bloqueiem a criação de novas chaves Pix vinculadas ao seu CPF. Embora essa ferramenta seja uma prioridade, ainda não há uma data definida para o seu lançamento.

O diretor ressaltou que, em comparação a outros sistemas de pagamento, o Pix apresenta um volume de fraudes inferior. A sensação de insegurança que muitos usuários têm pode ser explicada pela transição das fraudes do ambiente físico para o virtual, o que torna essas situações mais visíveis. Ele reafirmou o compromisso do Banco Central em monitorar constantemente o sistema e adaptar as normas quando necessário, para garantir a segurança dos usuários.

Além das questões de segurança, Gomes comentou sobre a possibilidade de internacionalização do Pix. O Banco Central apoia as iniciativas que visam integrar o sistema com soluções de pagamento internacionais, sempre respeitando as normas de prevenção à lavagem de dinheiro e compliance. Segundo ele, essa é uma área que o Banco Central estará observando de perto nos próximos anos.

O futuro do Pix também promete inovações que podem não ser imediatamente aparentes, mas que têm o potencial de impactar o mercado de crédito e pagamentos no Brasil de forma significativa. Gomes considera que esses novos produtos poderão transformar silenciosamente o panorama financeiro nacional.

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