A Anvisa, agência reguladora de saúde no Brasil, proibiu a venda de todos os suplementos alimentares e energéticos da empresa OZT, também conhecida como Ozonteck Cosméticos. Essa decisão se deu porque os produtos analisados contêm ozônio, um gás sem avaliação de segurança para uso em suplementos e bebidas energéticas. Segundo a Anvisa, o ozônio só é autorizado para desinfecção de água e como parte de tratamentos de ozonioterapia.
Em resposta à medida, a empresa afirmou que seus produtos são regularizados e seguem as normas de qualidade e segurança vigentes no país. A Ozonteck ressaltou que está em contato constante com os órgãos reguladores e que suas equipes estão cientes da notificação e tomando as devidas providências.
A decisão da Anvisa foi anunciada na edição do Diário Oficial da União de quarta-feira, dia 5. Junto à proibição, a agência determinou a apreensão dos produtos comercializados pela empresa. A ação também se baseou no fato de que a Ozonteck estava propagando alegações não aprovadas sobre os benefícios de seus produtos, como melhorias para os sistemas digestivo, hepático e cardiovascular.
O ozônio é um gás formado por três átomos de oxigênio e ocorre naturalmente quando o oxigênio é exposto à radiação ultravioleta do Sol ou a descargas elétricas. Ele é considerado um oxidante forte e pode ser tóxico e até letal se ingestado, inalado ou utilizado de forma incorreta e sem supervisão médica.
No âmbito médico, o ozônio é utilizado em procedimentos de ozonioterapia, aprovada no Brasil em 2023 como um tratamento complementar. Nesses casos, uma mistura de ozônio e oxigênio é injetada no corpo para auxiliar na oxigenação dos tecidos e proporcionar efeitos analgésicos e anti-inflamatórios. O Conselho Federal de Medicina, em 2023, regulamentou a ozonioterapia para tratar feridas de pele e dores articulares, mas não autorizou sua aplicação via retal.
