Starlink e Amazon LEO: A Disputa pela Liderança na Internet Via Satélite

A competição pelo controle do mercado de internet via satélite em órbita baixa ganhou um novo capítulo com a entrada da Amazon, de Jeff Bezos, no cenário dominado pela Starlink, de Elon Musk. Esta disputa está baseada na oferta de conectividade de alta velocidade em lugares remotos, mas também na capacidade de proporcionar a melhor experiência ao usuário final, com foco em baixa latência, velocidade e custo-benefício.
A Starlink é atualmente um nome consolidado no mercado, já com uma vasta clientela global e um sistema operando em plena capacidade. A Amazon, por meio do Amazon LEO, iniciou sua trajetória para desafiar essa liderança. Este novo player no mercado foi desenvolvido sob o Projeto Kuiper e agora está pronto para levar conectividade a áreas rurais e menos atendidas. A promoção de velocidades de até 1 Gbps pela Amazon e uma infraestrutura massiva da Starlink está impulsionando as inovações tecnológicas, exigindo melhorias constantes nos equipamentos e ajudando a reduzir os custos para os consumidores.
Ambos os sistemas, Starlink e Amazon LEO, utilizam satélites em órbita baixa da Terra, a cerca de 550 km de altitude. Essa proximidade é fundamental para a principal vantagem técnica desses sistemas: a baixa latência, essencial para aplicações que demandam alta responsividade, como jogos online e videoconferências. A corrida espacial entre essas gigantes não se limita à quantidade de satélites lançados, mas à eficácia em fornecer um serviço confiável e de alta velocidade aos seus usuários.
A Starlink avança com uma vasta constelação de mais de 6.000 satélites, garantindo cobertura ampla e redundância necessária em regiões de alta demanda, embora já comece a enfrentar alguns desafios relacionados ao congestionamento. O Amazon LEO, ainda na fase inicial de implementação, tem planos para uma rede de 3.236 satélites e está buscando cumprir seus prazos regulatórios com rigor para atingir essa meta.
Numa análise das antenas e terminais oferecidos, ambas as empresas disponibilizam três categorias de produtos para atender usuários com diferentes perfis. A Starlink já comprovou sua eficiência com a tecnologia de antena phased array. Enquanto isso, a Amazon está realizando testes com terminais que prometem velocidades superiores, sugere um futuro promissor para o Amazon LEO, com seu hardware Pro planejado para atingir até 400 Mbps e o Ultra potencializando picos de até 1 Gbps.
Os satélites em órbita baixa têm uma vida útil mais curta devido ao maior arrasto atmosférico, o que impõe desafios logísticos e reduz o tempo de operação. Como resultado, ambas as empresas necessitam de estratégias eficientes de fabricação e substituição de satélites para manter preços competitivos a longo prazo. A empresa que melhor otimizar esses processos poderá oferecer um serviço de qualidade a um custo mais baixo, conquistando uma vantagem crucial no mercado.
Em termos de disponibilidade, a Starlink já oferece seus serviços no Brasil, com planos que começam em torno de R$ 236 mensais, com um custo de equipamento de cerca de R$ 2.400. A estratégia da Amazon ainda está sendo revelada, mas espera-se que a empresa utilize sua força e escala para oferecer preços agressivamente competitivos, tornando a internet via satélite mais acessível.
A operação do Amazon LEO no Brasil está confirmada, liderada pela SKY, com implantação gradual pela DIRECTV Latin America na região. A expectativa é que a Amazon inicie os serviços primeiramente no sul do continente, expandindo à medida que novos satélites ficarem operacionais.
Neste momento, a Starlink possui uma vantagem clara com sua constelação robusta, assegurando um serviço consistentemente rápido e de baixa latência. No entanto, se a Amazon LEO entregar as prometidas velocidades superiores e preços atraentes, pode se tornar um competidor de peso, pressionando a Starlink e redefinindo as condições do mercado global de internet via satélite.




