Tecnologia

Sam Altman Avança no Campo Biomédico com Startup de Interface Cérebro-Computador por Ultrassom

O CEO da OpenAI, Sam Altman, está expandindo suas ambições para um campo inovador: a interface mente-máquina. Ele decidiu financiar a Merge Labs, uma nova startup biomédica que busca desenvolver uma interface cérebro-computador (BCI) baseada em tecnologia de ultrassom. Esse método promete a capacidade de “ler” o cérebro humano sem a necessidade das técnicas invasivas comumente usadas hoje. A abordagem utiliza ultrassom, uma tecnologia bem estabelecida na medicina, para interpretar a atividade neural, oferecendo uma alternativa mais segura e acessível em comparação aos implantes cerebrais.

A Merge Labs ainda não fez um anúncio oficial ao mercado, mas já está atraindo atenção significativa. Um dos motivos é a presença de Mikhail Shapiro, um notável engenheiro biomolecular do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que traz sua vasta experiência em pesquisa de monitoramento cerebral não invasivo para a equipe. A visão da empresa é desbravar novos caminhos na tecnologia, diferentemente da Neuralink de Elon Musk, que adota uma abordagem cirúrgica para suas interfaces cérebro-computador. Ao utilizar ondas sonoras, a Merge Labs promete interpretar sinais cerebrais de maneira que não comprometa a integridade física do cérebro.

A rivalidade entre Sam Altman e Elon Musk, dois dos mais proeminentes líderes da tecnologia moderna, parece estar intensificando. Durante uma palestra em julho, Altman expressou suas reservas em relação à prática de implantes cerebrais, dizendo que “definitivamente não costuraria algo no meu cérebro”. Isso indica uma crítica direta aos riscos potenciais associados aos métodos da Neuralink. Entretanto, Altman apoia a ideia de integração homem-IA, desde que ocorra de forma não invasiva. Ele mencionou que gostaria de ter uma interação onde ele pensa em algo e imediatamente recebe uma resposta do ChatGPT, favoravelmente num modo “somente leitura”, onde a inteligência artificial poderia interpretar sem influenciar seus pensamentos.

A escolha do nome “Merge” para a startup é inspirada por uma ideia crescentemente popular no Vale do Silício, que prevê uma fusão eventual entre humanos e máquinas. Altman já compartilhou suas reflexões sobre esse futuro integrado em 2017, antecipando que tal fusão poderia ocorrer entre 2025 e 2075. Com o planejamento para arrecadar US$ 250 milhões em investimento, incluindo recursos da própria OpenAI, espera-se que a evaluación da Merge Labs atinja US$ 850 milhões. Altman, embora não envolvido nas operações diárias do projeto, acredita que unir o pensamento humano à inteligência artificial poderia redefinir os limites atuais tanto da tecnologia quanto da mente humana.

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