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Operação da Polícia Federal Desvenda Desvio Bilionário Através do Pix

A Polícia Federal (PF) intensificou os esforços de investigação relacionados a um massivo esquema de fraudes bancárias digitais ao deflagrar a segunda fase da Operação Magna Fraus nesta quinta-feira. A operação foca em um grupo criminoso especializado em desviar grandes somas de dinheiro por meio de transações financeiras feitas pelo sistema Pix, que é amplamente utilizado no Brasil para transferências rápidas e sem custos entre contas.

A investigação é realizada em conjunto com o Cyber GAECO, uma divisão especializada do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), e tem como objetivo desmantelar uma rede que desviou aproximadamente R$ 813 milhões. Essas transações fraudulentas foram efetuadas através de contas ligadas a bancos e outras instituições financeiras, usadas para gerenciar e intermediar transferências de clientes.

Para efetivar essa fase da operação, a Polícia Federal está cumprindo um total de 42 mandados de busca e apreensão, além de 26 ordens de prisão. Estes mandados estão sendo executados simultaneamente em várias cidades do país, incluindo Goiânia (GO), Brasília (DF), Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (SP), Praia Grande (SP), Belo Horizonte (MG), Betim (MG), Uberlândia (MG), João Pessoa (PB) e Camaçari (BA). Essas ações visam não só à captura dos envolvidos, mas também à obtenção de provas materiais que corroborem as suspeitas de crime.

Outra frente de atuação da PF durante a operação envolve o bloqueio de bens e valores financeiros associados aos membros do grupo criminoso investigado. Calcula-se que o valor bloqueado possa alcançar até R$ 640 milhões, sendo este um esforço contínuo para minimizar os danos financeiros causados pelas atividades ilícitas dos envolvidos.

A operação Magna Fraus também conta com apoio e colaboração internacional, uma vez que parte dos suspeitos não reside no Brasil. Nesse sentido, a investigação tem o respaldo das forças policiais internacionais, coordenadas pelo Centro de Coordenação e Comando da Interpol. Além disso, há envolvimento direto de autoridades policiais de países como Espanha, Argentina e Portugal. A Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha, por exemplo, tem um papel ativo no intercâmbio de informações e no suporte às investigações.

A primeira fase da Magna Fraus, que teve início em janeiro deste ano, focava na investigação de um esquema de lavagem de dinheiro orquestrado a partir da invasão e controle remoto de dispositivos eletrônicos. Agora, a segunda fase da operação aprofunda os aspectos relacionados aos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

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