A Meta anunciou recentemente a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, em um movimento estratégico para fortalecer sua presença no setor de tecnologia avançada. Embora os termos financeiros exatos não tenham sido revelados, informações apontam que o valor da transação oscila entre US$ 2 e US$ 3 bilhões, de acordo com fontes próximas à negociação. Essa iniciativa destaca o compromisso da Meta em integrar tecnologias emergentes aos seus produtos.
Com sede em Singapura, a Manus promete colaborar de maneira estreita com a Meta, enquanto continua operando seu serviço de assinatura de forma autônoma. Essa parceria tem como objetivo principal integrar a tecnologia de agentes autônomos da Manus aos produtos tanto de consumo quanto empresariais da Meta, incluindo o assistente digital Meta AI.
Em um comunicado oficial, a Meta elogiou a tecnologia da Manus, afirmando que ela será crucial para acelerar a inovação interna relacionada à IA. Ao incorporar agentes de propósito geral, a empresa planeja otimizar funcionalidades para seus usuários e ampliar a capacidade de processamento autônomo em diferentes produtos.
Xiao Hong, CEO da Manus, destacou a importância dessa união, afirmando que ela proporcionará uma base mais sólida e sustentável para a startup, sem interferir em seu modelo de operação ou processos de tomada de decisão. A aquisição ocorre em um período em que a Meta enfrenta críticas sobre seus altos investimentos em infraestrutura de IA, que já ultrapassam os US$ 60 bilhões.
Para Mark Zuckerberg, cofundador da Meta, a Manus representa uma oportunidade de investimento em um produto inovador que já demonstra receita recorrente, estabelecida em mais de US$ 100 milhões anuais. Originalmente fundada na China em 2022, a Manus transferiu sua sede para Singapura, visando reduzir riscos geopolíticos diante das tensões entre Estados Unidos e China.
Um porta-voz da Meta confirmou que, após a conclusão da transação, a Manus não terá mais vínculos proprietários com a China e interromperá suas operações no país. A Manus despertou interesse no Vale do Silício e viralizou após lançar o que chama de “Agente de IA Geral”. Este agente é capaz de realizar tarefas complexas de maneira autônoma, indo além dos chatbots tradicionais geralmente focados em respostas textuais diretas.
Essa tecnologia inovadora da Manus possui a capacidade de executar pesquisas de mercado, programação e análise de dados sem intervenção humana constante, mostrando resultados impressionantes como simulações de processos de contratação, planejamento de férias e análise de portfólios de ações. A empresa afirma que o desempenho de sua IA supera o de concorrentes renomados como o Deep Research, da OpenAI.
