O aplicativo de relacionamento Grindr, popular entre o público LGBTQ+, está testando um novo plano de assinatura que pode trazer certa surpresa aos seus usuários. Com um valor inicial significativo, o plano se destaca pelo uso de tecnologias avançadas de inteligência artificial para otimizar as experiências de seus usuários.
Esse novo plano, denominado “Edge”, ainda está em fase de testes, tendo sido introduzido inicialmente na Austrália e Nova Zelândia. Agora, a iniciativa começa a ser expandida para algumas regiões dos Estados Unidos, conforme relatado pelo portal Business Insider. Mesmo em seus estágios iniciais de implementação, o preço do plano já suscita discussões entre usuários e analistas.
Usuários relataram nas redes sociais que o custo mensal do novo plano chega a US$ 349,99, o que atualmente equivaleria a cerca de R$ 1.832, considerando a cotação do dólar. Para efeitos de comparação, este valor é superior ao salário mínimo vigente no Brasil, que é de R$ 1.121. Tal comparação destaca a estratégia de mercado diferenciada que a Grindr está adotando, posicionando seu plano premium bem acima de outros serviços semelhantes.
Em se tratando de comparação com outras plataformas de relacionamentos, o preço do Grindr “Edge” se coloca muito acima do que é cobrado por serviços premium de aplicativos como Tinder, Hinge e Bumble, onde as assinaturas mais caras não ultrapassam a marca dos US$ 100 mensais.
A justificativa para esse valor elevado está nos recursos inovadores que o plano “Edge” oferece. A proposta é incorporar ferramentas baseadas em inteligência artificial, como o “Discover”, que sugere combinações personalizadas para o usuário, o “Insights”, que analisa a probabilidade de respostas antes das mensagens serem enviadas, e o “A-List”, que relembra interações passadas com potencial de renovação.
Essas funcionalidades são parte de uma estratégia maior do Grindr de integrar a chamada “Gay-I”, que visa otimizar e personalizar a experiência dos usuários no aplicativo a partir de soluções tecnológicas avançadas.
