Estudo Revela que Pesquisa no Google Oferece Maior Profundidade de Conhecimento em Comparação com IAs como ChatGPT

A ascensão da inteligência artificial (IA) está alterando significativamente a forma como as pessoas pesquisam informações na internet. Historicamente, a grande maioria das buscas era feita através de plataformas de pesquisa estabelecidas, como o Google, mas recentemente, ferramentas de IA, como o ChatGPT, tornaram-se opções populares. No entanto, essa mudança vem acompanhada de novas percepções sobre a qualidade da informação adquirida. Enquanto o Google continua a fornecer acesso a conteúdos aprofundados, as pesquisas realizadas com uso de IA podem resultar em um entendimento mais superficial dos tópicos.

De acordo com um estudo publicado em 28 de outubro no PNAS Nexus, pesquisadores da Wharton School da Universidade da Pensilvânia e da Universidade do Novo México descobriram que as buscas realizadas através de modelos de linguagem de grande porte (LLMs) tendem a ser menos profundas. Os participantes do estudo que usaram o Google para buscar informações relataram ter adquirido conhecimento mais substantivo e de melhor qualidade. Essa tendência sugere que a facilidade e a rapidez proporcionadas pelas IAs podem ter um custo significativo na profundidade do aprendizado e na originalidade do pensamento.

Shiri Melumad e Jin Ho Yun, os pesquisadores responsáveis pelo estudo, conduziram uma série de sete experimentos com mais de 10 mil participantes abordando temas variados, como jardinagem, estilo de vida saudável e prevenção de fraudes financeiras. A metodologia visava avaliar diferentes aspectos das buscas, como tempo de pesquisa, esforço realizado e absorção das informações. Os participantes produziram conselhos baseados no que aprenderam, e estes foram avaliados quanto à originalidade e profundidade.

Os resultados dos experimentos indicaram uma clara diferença entre os grupos que usaram IA e aqueles que utilizaram o Google. Usuários de IA produziram conselhos mais curtos e similares entre si, sugerindo menor originalidade. Além disso, seus resultados tinham menos referências, o que pode representar um conhecimento superficial, enquanto aqueles que recorreram a buscas tradicionais tiveram maior engajamento e absorção de conteúdo, refletido na qualidade mais elevada dos conselhos dados.

No último dos experimentos, 1.501 avaliadores independentes foram incumbidos de analisar a utilidade e a informação contida nos conselhos formulados pelos participantes. Sem saber a origem das informações, concluíram que os conselhos derivados de buscas feitas por IA eram menos valiosos e exigiam menos esforço comparado aos conselhos baseados em pesquisas tradicionais no Google. Esse feedback confirma a tendência observada nos experimentos de que a IA, apesar de sua conveniência, pode não ser a melhor escolha quando a profundidade do conhecimento é essencial.

Os pesquisadores salientaram que isso não significa que as ferramentas de IA devem ser abandonadas, mas sim que sua utilização requer cautela e discernimento. Sempre que a profundidade do conhecimento for um critério importante na pesquisa, plataformas tradicionais como o Google ainda oferecem vantagens significativas. Esta orientação visa alertar os usuários para o potencial impacto das novas tecnologias na forma como adquirimos e processamos informações.

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