Como Combater a Exaustão Mental e Reduzir o Uso de Redes Sociais

As notificações constantes de novas mensagens, vídeos e memes compartilhados por amigos, além de assuntos em alta, têm se tornado uma presença constante no cotidiano digital dos brasileiros. Essa interação frequente com as redes sociais, que já se integrou à rotina diária, está sendo cada vez mais vista como uma fonte de preocupação devido aos impactos negativos na saúde mental dos usuários.
De acordo com o relatório “Digital 2024: Global Overview Report”, lançado pela Kepios, o brasileiro médio passa cerca de 3 horas e 37 minutos por dia nas redes sociais, utilizando aplicativos como Instagram, TikTok, Facebook e YouTube. No cenário global, o Brasil ocupa a posição de terceiro país que mais utiliza essas plataformas, ficando atrás apenas do Quênia e da África do Sul. Um componente significativo dessa estatística é o uso do WhatsApp, que sozinho consome em média 24 horas e 14 minutos mensais de cada usuário.
Embora redes sociais como o WhatsApp, de propriedade da Meta, sejam amplamente utilizadas não apenas para entretenimento, mas também para o trabalho e estudos, o uso excessivo pode interferir em outras atividades diárias e ter efeitos adversos na saúde mental. Um dos termos que emergiram para descrever essa situação é o “brain rot”, traduzido como “podridão cerebral”, que expressa a deterioração mental provocada pelo consumo intensivo de conteúdos rápidos e superficiais.
A psicóloga Larissa Fonseca, doutoranda pela Universidade Federal de São Paulo, aponta que o consumo excessivo de vídeos curtos sobrecarrega o sistema de recompensa do nosso cérebro, o que acaba por reduzir a capacidade de concentração e aumentar a impulsividade. Essa dificuldade de concentração tem sido um dos motivos por trás de medidas como a nova lei federal que proíbe o uso de celulares nas escolas desde fevereiro, visando proteger os estudantes dos impactos negativos.
Além disso, outras preocupações como a desinformação e questões de privacidade também são levantadas em relação ao uso excessivo das redes sociais. Entretanto, as redes continuam a ser uma fonte importante de informação para muitos brasileiros, com 52,7% da população usando-as para esse fim, segundo o relatório “Digital 2024”.
Para aqueles que buscam equilibrar o tempo gasto online, estratégias de “detox digital” são recomendadas, incluindo a configuração de limites de tempo para aplicativos e a restrição de notificações no celular. Essas medidas podem ajudar os usuários a reduzir o efeito nocivo das redes em sua rotina, promovendo um uso mais consciente e saudável das plataformas digitais.




