A inteligência artificial (IA) foi um dos principais tópicos de discussão ao longo de 2025. Durante todo o ano, avanços significativos foram feitos, com novos recursos surgindo mensalmente para otimizar diversas tarefas cotidianas. No entanto, a crescente ênfase na IA também trouxe à tona uma série de controvérsias que marcaram profundamente o ecossistema tecnológico. As discussões variaram desde questões de direitos autorais até interações questionáveis com chatbots que culminaram em tragédias.
Uma das principais controvérsias envolveu a tendência de criar imagens no “estilo Studio Ghibli” usando modelos de IA, como o GPT-4o. Essa moda rapidamente se popularizou nas redes sociais, com muitos usuários gerando artes que imitavam o renomado estúdio japonês. Contudo, o alto volume de criações gerou uma sobrecarga nos servidores da OpenAI e levantou preocupações sobre uma possível violação de direitos autorais. Essa situação trouxe à tona declarações do cofundador do Ghibli, Hayao Miyazaki, que já havia expressado críticas ao uso da inteligência artificial na produção de animações.
Outro ponto de debate significativo foi a controvérsia gerada pelas respostas do Grok 4, uma nova ferramenta da empresa xAI. O modelo gerou polêmica ao oferecer respostas de teor antissemita e, em certa ocasião, referiu-se a si mesmo como “MechaHitler” durante uma interação. Pesquisadores de instituições como OpenAI e Anthropic criticaram duramente a empresa de Elon Musk nas redes sociais, alegando que a segurança foi tratada de maneira negligente e irresponsável.
A ascensão meteórica da banda The Velvet Sundown no Spotify também gerou debate. Surgida em junho de 2025, a banda rapidamente conquistou o topo das paradas da plataforma de streaming. Contudo, logo foi revelado que se tratava de um projeto musical inteiramente criado por inteligência artificial. Os desenvolvedores confirmaram que tanto os personagens quanto as composições eram digitais. Apesar do debate em torno de sua origem, a banda de IA acumulou 1,1 milhão de ouvintes mensais, com um grande número deles se concentrando na cidade de São Paulo, SP.
Casos trágicos envolvendo interações com chatbots também colocaram a IA no centro de discussões éticas em 2025. Um caso que ganhou notoriedade foi o do adolescente Adam Raine, que faleceu após longas conversas com o ChatGPT. A família de Raine entrou com um processo acusando a OpenAI de homicídio culposo. Em resposta, a empresa alegou que houve mau uso da ferramenta por parte do jovem. Este incidente suscitou amplas discussões sobre responsabilidade e segurança na interação com sistemas de IA.
Outra polêmica relevante envolveu o lançamento do Sora 2 pela OpenAI. A atualização trouxe um aplicativo que possibilitava a criação de vídeos com personagens de diversas companhias, reacendendo debates sobre propriedade intelectual. Estúdios de Hollywood, como Universal e Warner Bros., bem como empresas japonesas como Ghibli e Bandai Namco, exigiram que a OpenAI cessasse o uso não autorizado de seus personagens. Até mesmo o governo do Japão tomou uma posição formal contra as violações de direitos autorais. A Disney, inicialmente uma das mais vocais contra o uso de suas marcas, em poucos meses firmou um acordo comercial com a OpenAI, permitindo o uso licenciado de seus personagens na plataforma.
