A Diferença Crucial entre Utilizar e Implementar Inteligência Artificial nas Empresas

Dentro do universo corporativo, o tema da adoção de inteligência artificial (IA) é recorrente e geralmente inicia com uma pergunta comum: quais ferramentas devemos usar e para quais atividades? Apesar dessa abordagem parecer intuitiva, ela frequentemente se mostra equivocada. Isso ocorre porque essas decisões costumam ser tomadas com base em intuição, sem uma base sólida de referência para guiá-las.
Nos Estados Unidos, uma nova perspectiva tem ganhado força, especialmente impulsionada por empresas como a Workhelix. Essas empresas orientam organizações a planejar sua jornada rumo à automação inteligente de seus processos, além de gerenciar a inclusão da IA em suas atividades. Trata-se de uma abordagem que promove uma mudança de mentalidade sobre como medir impacto, priorizar projetos e preparar equipes para a transformação. Nessa visão, a inteligência artificial é vista como uma extensão da capacidade humana.
A diferença entre utilizar e implementar IA de forma estratégica é significativa e sintomática. Pesquisas sobre inteligência artificial no ambiente corporativo revelam uma disparidade entre as empresas. Atualmente, muitas ainda não compreendem seu nível de maturidade na adoção da tecnologia, nem sabem aplicá-la de forma eficaz em relação aos seus objetivos. Embora 98% das empresas planejem utilizar IA até o final deste ano, conforme pesquisa da Hubspot, a aplicação ainda é superficial e carece de uma estratégia bem definida.
Além disso, um estudo realizado pela TOTVS revela que 50% das empresas brasileiras não estão utilizando IA estrategicamente. O uso dessa tecnologia ainda se limita à otimização de tarefas e redução de erros, e apenas 7% das organizações conseguem mapear o retorno sobre investimento (ROI) de sua aplicação. Tais números evidenciam um problema: muitas empresas estão seguindo a tendência sem compreender plenamente como navegar essa jornada de transformação.
Nesse cenário, abordagens mais estruturadas para a adoção de IA, baseadas em dados e uma compreensão clara do trabalho, são essenciais. A adoção de IA deixou de ser uma questão de “se” para se tornar uma questão de “como”. Sem uma visão clara das tarefas que compõem o trabalho, seu nível de complexidade e tempo consumido, as tentativas de transformação tendem a ser desordenadas e ineficazes.
A falta de um método e diagnóstico adequados limita o potencial da IA. Por enquanto, são poucas as organizações que conseguem responder com precisão sobre quais ferramentas usar e como integrá-las de forma eficaz. Sem esse entendimento, a IA se torna apenas um recurso adicional, e não um verdadeiro motor de mudança.
As soluções propostas por empresas como a Workhelix são importantes porque fornecem uma compreensão mais profunda do trabalho e viabilizam transformações significativas, permitindo um uso verdadeiramente estratégico da IA. A implementação da IA não deve focar apenas na escolha de ferramentas, mas sim na ampliação das capacidades humanas.
Colocando o trabalho, a cultura e as pessoas no centro da discussão, conseguimos identificar onde a IA pode potencializar esses elementos. A combinação entre diagnóstico preciso, visão estratégica e compreensão detalhada do trabalho transforma a utilização superficial da IA em resultados concretos. Implementar IA, portanto, não é apenas incorporar novos recursos, mas repensar como os profissionais atuam e criam valor. Com uma interseção entre método e capacidade humana, a promessa da IA pode se tornar uma verdadeira transformação.




