Setor de serviços do Brasil cresce em agosto pelo sétimo mês

O setor de serviços no Brasil apresentou um desempenho positivo em agosto, atingindo o maior nível já registrado na série histórica. Esse crescimento ocorre apesar da desaceleração econômica e das altas taxas de juros, que atualmente estão fixadas em 15% ao ano. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma expansão de 0,1% no volume de serviços em relação ao mês anterior. Este é o sétimo mês consecutivo em que o setor apresenta resultados positivos, acumulando um avanço de 2,6% no período.

Além disso, em comparação com agosto do ano passado, o volume de serviços aumentou 2,5%, seguindo também as expectativas do mercado. O setor tem se demonstrado resiliente, apoiado por um mercado de trabalho ativo e políticas que incentivam a demanda. Os serviços profissionais, administrativos e complementares foram os que mais se destacaram em agosto, com uma alta de 0,4%. Esse aumento é atribuído principalmente a empresas que trabalham com programas de fidelidade, serviços jurídicos e aluguel de máquinas.

Outras áreas que tiveram crescimento no mês incluem transportes, com um aumento de 0,2%, serviços prestados às famílias, que cresceram 1%, e outras atividades, que registraram alta de 0,6%. No entanto, a única atividade que apresentou queda foi a de informação e comunicação, com uma redução de 0,5%. Essa diminuição está relacionada a um desempenho abaixo do esperado em serviços de suporte técnico e na indústria cinematográfica, que possui uma base de comparação muito elevada em julho, um mês marcado por férias.

O índice de atividades turísticas também teve um resultado positivo em agosto, com um crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior, após três quedas consecutivas. Apesar desse crescimento, o segmento ainda está 2% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2024. A pressão sobre os preços das passagens aéreas havia reduzido a demanda por transporte aéreo, impactando negativamente a atividade turística nos meses anteriores. A leve alta de agosto foi influenciada por uma base de comparação mais baixa, facilitando esse resultado positivo.

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