Empresas fortalecem iniciativas de proteção a mulheres no trabalho

No dia 25 de novembro, celebra-se o Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher, e neste contexto, surgem dados que indicam avanços nas políticas de equidade de gênero no ambiente corporativo no Brasil. Um estudo do Top Employers Institute revela que 90,28% das empresas certificadas no país implementaram treinamentos para lideranças, capacitando-as a identificar e lidar com casos de assédio, microagressões e discriminação. Esse índice representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior, mostrando um movimento positivo, embora ainda haja desafios a serem enfrentados para alcançar a verdadeira igualdade.
O gerente regional para a América Latina do Top Employers Institute, Raphael Henrique, destaca que quase todas as empresas certificadas possuem políticas formais contra assédio moral, sexual e bullying. Além disso, essas empresas oferecem canais de denúncia confidenciais e mecanismos internos para lidar com essas questões. Essas iniciativas fazem parte de um esforço maior de conscientização e responsabilidade social nas empresas.
Os benefícios dessas políticas não se restringem apenas ao aspecto social, mas também impactam os resultados econômicos das organizações. Estudos mostram que empresas com maior presença de mulheres em cargos de liderança têm 17% menos rotatividade de funcionários, além de promoverem um maior engajamento nas equipes. Segundo Henrique, a diversidade na liderança não apenas melhora a comunicação e torna a gestão mais empática, mas também alinha os objetivos organizacionais ao sentido do trabalho realizado.
A equidade de gênero está cada vez mais sendo reconhecida como um diferencial competitivo. Edna Vasselo Goldoni, fundadora do Instituto Vasselo Goldoni, afirma que ambientes diversos são mais criativos e inovadores, e existem provas de que essa diversidade traz retorno financeiro. Um estudo da McKinsey & Company aponta que empresas com maior diversidade de gênero na liderança têm 25% mais chances de alcançar ou superar suas metas financeiras.
Entretanto, o Brasil ainda enfrenta grandes desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Edna observa que apenas 31,6% dos cargos de liderança em empresas de capital aberto são ocupados por mulheres, e somente 17,4% das empresas têm uma mulher na presidência. Além disso, 58% das companhias não têm mulheres em cargos de diretoria, evidenciando a necessidade de continuar avançando.
O Top Employers Institute, presente em 125 países com mais de 2.400 empresas certificadas, afirma que práticas de empoderamento feminino se tornam fundamentais para a governança e sustentabilidade das organizações. Raphael Henrique afirma que empresas que investem em um ambiente seguro e respeitoso, com maior representatividade feminina, atraem e retêm talentos, além de fortalecerem suas culturas organizacionais.
Edna enfatiza que a equidade de gênero é uma chave importante para o fortalecimento econômico e social. Ela afirma que um país que promove o crescimento das mulheres é um país que avança com mais harmonia e inteligência coletiva, destacando a dimensão positiva que essas mudanças podem ter em toda a sociedade.




