Política

Marcos Lisboa aponta oscilação econômica como motivo para desempenho fraco do Brasil

A instabilidade da economia brasileira é um dos principais motivos para o desempenho fraco do país em comparação com outras nações emergentes. Essa análise foi apresentada pelo economista Marcos Lisboa durante o Painel GCB, intitulado “O valor da incerteza”, realizado em São Paulo na quarta-feira, 29.

Marcos Lisboa destacou que, enquanto o resto do mundo avança, o Brasil permanece atrás, enfrentando altos e baixos severos. Segundo ele, o país oscila entre crises profundas e períodos de crescimento acelerado, resultando em um desempenho médio inferior ao de outras nações em desenvolvimento. Lisboa explicou que, enquanto países mais pobres estão progredindo, o Brasil aparenta ter ficado preso em uma “armadilha da renda média”, sem garantir as condições necessárias para ter uma economia produtiva, inovadora e competitiva.

O economista enfatizou que a chave para a melhoria é a produtividade. Ele observou que, embora o Brasil tenha mostrado resultados positivos em áreas como tecnologia, setor bancário e agronegócio, ainda há um desafio significativo no ajuste fiscal. Lisboa explicou que a situação é insustentável se o governo continuar aumentando a arrecadação apenas para cobrir gastos, e ressaltou o papel do Banco Central que, atualmente, está gerenciando a situação com juros altos.

Lisboa também criticou a infraestrutura do Brasil, apontando a qualidade precária, o sistema tributário complicado e a elevada burocracia, que criam um ambiente de incerteza jurídica e desestimulam investimentos. Esses fatores, segundo ele, resultam em uma má alocação de recursos financeiros no país.

Além disso, a volatilidade econômica provoca um aumento na desigualdade social e traz desafios adicionais. Para Lisboa, compreender os riscos é um dos maiores obstáculos que o Brasil enfrenta, já que o ambiente econômico é complexo e marcado por regras especiais e incertezas legais.

Ele acrescentou que é vital melhorar a educação e a formação da força de trabalho para gerar ganhos em produtividade. Lisboa concluiu que é necessário adotar uma agenda robusta para solucionar as distorções que limitam o progresso do país.

O economista Hélio Beltrão, fundador do Instituto Misis Brasil e também presente no painel, concordou com essa visão. Ele resumiu a situação afirmando que o Brasil serve como um exemplo de como não administrar uma economia.

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