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Criador de Breaking Bad lança série distópica sobre alegria

Vince Gilligan decidiu mudar a sua abordagem ao criar personagens. Conhecido por sua habilidade em desenvolver vilões, especialmente em “Breaking Bad”, ele agora apresenta uma heroína em sua nova série, “Pluribus”, que estreia nesta sexta-feira, 7 de outubro. A protagonistra Carol Sturka, uma escritora de fantasia medieval, é a única que pode salvar a humanidade em um cenário de crise global.

Gilligan expressou que, em vez de criar outro vilão, ele queria explorar um aspecto mais humano. Em uma declaração sobre a complexidade da personagem, ele comentou que, no segundo episódio, Carol comete atos violentos que resultam na morte de várias pessoas, recordando ações de figuras históricas como Stálin. Esses atos não são deliberados, mas ilustram como, em sua tentativa de ser uma heroína, Carol causa mais estragos do que o próprio Walter White, seu personagem famoso.

A série se afasta do universo do crime, onde Gilligan se destacou anteriormente, e apresenta Carol, que acredita que seus livros de fantasia são irrelevantes. Ela é perseguida por sua insegurança em relação ao sucesso e às suas ambições, o que a leva a zombar até mesmo de seus fãs. A atriz Rhea Seehorn, que dá vida à personagem, afirma que Carol, embora crítica e autodepreciativa, é uma artista que luta pela sua identidade e valores.

A trama de “Pluribus” gira em torno de uma mudança significativa na sociedade. Uma descoberta científica faz com que as pessoas do mundo comecem a agir como uma única comunidade, denominada “Os Outros”. Embora essa união traga paz e felicidade, nem todos se adaptam bem a essa nova ordem. Carol, que se destaca entre os independentes, é a única a duvidar dessa nova abordagem e luta para manter sua individualidade, mesmo enquanto lida com os conflitos emocionais que surgem.

As crises emocionais da protagonista geram reações perigosas no novo grupo, refletindo uma luta entre a individualidade e o coletivo. Gilligan, que já conquistou o público com análises profundas sobre a condição humana em suas produções anteriores, leva a questão sobre o que significa ser verdadeiramente humano ao centro da série.

Em “Breaking Bad”, Gilligan mostrou a jornada de Walter White, um professor de química que se torna fabricante de drogas após um diagnóstico de câncer. A série, que durou cinco temporadas e se tornou um clássico, foi premiada com 16 Emmy e deu origem ao spin-off “Better Call Saul”, que explorou a vida do advogado Saul Goodman.

Rhea Seehorn, que participou de “Better Call Saul”, continuou sua colaboração com Gilligan, reconhecendo a importância de lidar com críticas e autoconfiança. Ela destaca que, apesar das dificuldades, o leque de emoções e experiências humanas é fundamental para a identificação do público com os personagens.

Além disso, em um cenário cada vez mais dominado por fórmulas de mercado e algoritmos, Gilligan se destaca ao criar histórias e personagens autênticos que desafiam a norma. Ele tem criticado a tendência atual de evitar a ambiguidade nas narrativas, alegando que isso limita a complexidade das histórias e das pessoas.

Mesmo tendo se afastado da criação de seqüências de “Breaking Bad”, ele continua refletindo sobre a importância de trazer novas narrativas à tela. Gilligan acredita que, embora Carol precise de amor e respeito, ela também representa uma luta maior pela humanidade. Com “Pluribus”, ele explora temas que vão além da simples definição de heroísmo, buscando entender o que realmente significa ser humano em um mundo em transformação.

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