EUA e China alcançam acordo comercial de um ano

Os Estados Unidos e a China firmaram um acordo de trégua comercial por um ano após a primeira reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que ocorreu na cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec) em Busan, na Coreia do Sul. O entendimento foi anunciado na madrugada desta quinta-feira e busca aliviar as tensões que aumentaram entre as duas potências econômicas nos últimos anos.

Como parte desse acordo, as duas nações decidiram adiar a aplicação de algumas restrições e tarifas que impactavam setores importantes da economia. O governo chinês suspendeu os controles de exportação sobre terras raras, enquanto os Estados Unidos congelaram a expansão das restrições tecnológicas destinadas a subsidiárias de companhias chinesas.

Trump descreveu o encontro como “incrível” e afirmou que o problema das terras raras foi solucionado. Ele comentou que as negociações serão revisadas anualmente, com a possibilidade de se estenderem por mais tempo. Essa trégua evita a aplicação de tarifas que poderiam ultrapassar 100% para alguns produtos.

Além disso, os Estados Unidos diminuíram as tarifas sobre produtos chineses ligados ao fentanil de 20% para 10%. Como contrapartida, a China comprometeu-se a aumentar o combate à exportação de precursores químicos do opioide. Essa redução nas tarifas modifica a taxa média sobre exportações chinesas, que passa a ser de 45%.

O Ministério do Comércio da China também anunciou que as tarifas aplicadas entre os dois países a embarcações e empresas de logística foram suspensas por um ano. Foi acordada ainda uma cooperação na área agrícola, que inclui o reinício das compras de soja americana por parte da China.

Outro ponto do comunicado destaca o compromisso de resolver adequadamente as questões relacionadas ao TikTok nos Estados Unidos. Trump afirmou que a China aceitou a ideia de que o controle sobre a plataforma fosse feito pelos americanos dentro do país.

O encontro teve uma duração de aproximadamente 100 minutos e representou uma mudança no tom das relações entre os líderes. Trump elogiou Xi, chamando-o de “grande líder de um grande país”, enquanto Xi destacou que os Estados Unidos e a China devem ser “amigos e parceiros”.

Os dois governos informaram que Trump visitará a China em abril de 2026, e Xi Jinping fará uma visita aos Estados Unidos em data a ser definida. Contudo, o tema de Taiwan não foi abordado durante as conversas.

Após o anúncio do acordo, os mercados reagiram de forma negativa. Os futuros de Nova York estavam em baixa nas primeiras horas da manhã, com o índice Dow Jones Futuro caindo 0,17%, o S&P 500 Futuro recuando 0,03% e o Nasdaq Futuro apresentando E uma queda semelhante.

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