Futebol

Defesa de Bruno Henrique contesta ação na Justiça do DF

Decisão Judicial

A defesa do atacante Bruno Henrique, que joga pelo Flamengo, expressou seu descontentamento com a decisão da Justiça do Distrito Federal. A Justiça acatou um recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) nesta quinta-feira. Este recurso visa torná-lo réu pelo crime de estelionato em um caso envolvendo suposta manipulação de apostas esportivas, além do atleta já responder por fraude esportiva.

Reação da Defesa

Os advogados de Bruno Henrique afirmaram ter recebido a decisão com indignação, já que ela contradiz uma decisão anterior de primeira instância que havia sido fundamentada. Em comunicado, a defesa afirmou que irá recorrer às instâncias superiores na tentativa de reverter o que classificam como um erro na acusação.

“A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou o recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância. Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia”, diz a nota.

Acusações e Possíveis Consequências

O crime de estelionato é definido como obter vantagem ilícita por meio de fraude ou engano, resultando em prejuízo para outra pessoa. Bruno Henrique, se condenado, pode enfrentar uma pena de prisão que varia de um a cinco anos.

Contexto do Caso

O jogador e outras oito pessoas foram acusadas em junho pelo MPDFT. A denúncia alega que Bruno Henrique informou ao irmão que receberia um cartão amarelo durante uma partida contra o Santos, realizada em novembro de 2023. Na época, ele já estava com dois cartões amarelos no Brasileirão. As suspeitas surgiram devido ao volume de apostas feitas por pessoas próximas ao jogador sobre ele receber esse cartão amarelo.

Mensagens encontradas no celular do irmão de Bruno Henrique foram utilizadas como base para a acusação. Em setembro, ele foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por manipulação de resultados, recebendo uma suspensão de 12 jogos no campeonato e uma multa de R$ 60 mil. Entretanto, após recorrer, foi absolvido da acusação de manipulação de resultados em uma decisão posterior em novembro, liberando-o para jogar novamente.

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