Economia

Copom mantém Selic em 15% por tempo prolongado

Na quarta-feira, 5 de outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. Essa decisão foi unânime entre os membros do comitê e tem como objetivo garantir que a inflação se aproxime da meta estabelecida.

O Copom anunciou que a manutenção da taxa de juros nesse nível por um período prolongado é uma estratégia adequada para atingir a convergência da inflação. O comitê ressaltou a importância de permanecer atento às condições econômicas e reconheceu que futuras mudanças na política monetária poderão ocorrer, caso necessário.

A escolha por manter os juros elevados já era esperada pelos analistas do mercado financeiro. A ideia é controlar a inflação, que ainda apresenta desafios e incertezas. O comitê enfatizou que o cenário econômico global continua instável, especialmente devido a fatores externos como a política econômica dos Estados Unidos, que possui grande impacto nas finanças globais. Essa incerteza exige cautela, principalmente para países emergentes como o Brasil.

No cenário interno, o Copom observou que os indicadores econômicos estão apresentando um crescimento moderado, mas o mercado de trabalho continua ativo e dinâmico. Embora a inflação total e suas medidas subjacentes tenham mostrado um leve arrefecimento, ainda se encontram acima do que é desejado.

As expectativas de inflação para os anos de 2025 e 2026 estão projetadas em 4,5% e 4,2%, respectivamente, o que está acima da meta estipulada. Para o segundo trimestre de 2027, a projeção de inflação do Copom é de 3,3%. Os riscos em torno da inflação, tanto para alta quanto para baixa, são considerados mais elevados do que o normal.

Os riscos elevados consistem em fatores como uma desancoragem das expectativas de inflação e uma possível maior resistência na inflação dos serviços. Por outro lado, os riscos que podem contribuir para a diminuição da inflação incluem uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica e uma possível queda nos preços das commodities.

O Copom também está atento a anúncios sobre tarifas comerciais que os Estados Unidos estão impondo ao Brasil, além de como as decisões fiscais internas podem afetar a política monetária e os ativos financeiros brasileiros. O cenário atual exige uma política monetária rigorosa, a fim de assegurar a estabilidade de preços e, ao mesmo tempo, estimular o pleno emprego na economia.

A decisão de manter a Selic em 15% ao ano reflete a estratégia do Copom de trabalhar em direção à meta de inflação em um ambiente de alta incerteza. Votaram a favor dessa decisão os seguintes membros: Gabriel Muricca Galípolo, Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

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