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Brasil é 40º em ranking de qualidade de aposentadorias com nota C

O Brasil obteve a nota C no Índice Global de Pensões 2025, alcançando 56,2 pontos e ocupando a 40ª posição entre 52 países avaliados. Este índice é elaborado pela consultoria Mercer, em parceria com o CFA Institute, e analisa os sistemas de aposentadoria com base em três critérios: adequação, sustentabilidade e integridade. Cada país recebe notas em cada uma dessas categorias, que ajudam a definir a classificação geral.

Os países que conseguiram notas acima de 80 foram classificados como A, o que indica que possuem sistemas de aposentadoria robustos, com benefícios adequados e sustentáveis, além de um alto nível de integridade. As nações que se destacaram em 2025 foram Kuwait, Islândia e Finlândia, que lideraram o ranking em adequação, sustentabilidade e integridade, respectivamente.

O resultado do Brasil, que manteve o conceito C, reflete uma leve melhora em sua pontuação geral, influenciada por dados econômicos mais recentes. Embora o país tenha caído para a 40ª posição, os aspectos de adequação e integridade foram avaliados com um conceito B, o que indica alguma solidez. Por outro lado, a sustentabilidade continua sendo um desafio significativo, com uma classificação E, apontando áreas críticas que necessitam de aprimoramento.

Em relação à sustentabilidade, o relatório menciona a importância de ampliar a cobertura previdenciária e de introduzir contribuições mínimas obrigatórias. A análise também sugere a integração de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) nas políticas de investimento, com o objetivo de fortalecer o sistema previdenciário.

No topo do ranking geral, destacam-se a Holanda, Islândia, Dinamarca e Israel, que obtiveram notas A. Pela primeira vez, Singapura também alcançou essa classificação, tornando-se o único país asiático a figurar entre os melhores.

Este ano, houve melhorias em oito sistemas de aposentadoria, e nenhum sistema apresentou queda, indicando uma tendência positiva global na geração de renda para aposentadoria, mesmo com o aumento da expectativa de vida e a diminuição das taxas de natalidade.

Diante das mudanças demográficas e do mercado de trabalho, os governos estão sob pressão para adequar seus sistemas previdenciários. Especialistas afirmam que a reforma da previdência é um processo complexo e que a avaliação dos possíveis resultados é fundamental. É essencial que governos, empregadores e provedores de pensões participem da construção de sistemas previdenciários mais resilientes.

Na América Latina, a busca por fortalecer os sistemas de pensão está em crescimento, com reformas em andamento ou em análise em países como México, Chile, Colômbia e Uruguai. Essas nações estão buscando aumentar as contribuições para a aposentadoria e otimizar as estratégias de investimento, visando garantir uma aposentadoria digna para todos os cidadãos.

Este panorama global reflete a importância crescente dos fundos de pensão e a necessidade de adaptação dos sistemas para atender à demanda de aposentadorias adequadas e sustentáveis.

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