Will Bank e a liquidação do Master: o que mudou com o BC

A liquidação extrajudicial do Banco Master acarretou incertezas para os clientes do Will Bank, um banco digital que conta com cerca de 10 milhões de usuários. Contudo, os clientes podem relaxar, pelo menos por enquanto, já que o Will Bank não foi afetado pela liquidação decretada pelo Banco Central na última terça-feira. O banco continua funcionando normalmente.

O Will Bank faz parte do grupo do Banco Master, mas opera sob a licença do Banco Master Múltiplo, que não foi liquidado. O Banco Central colocou o Master Múltiplo sob um Regime de Administração Especial Temporária (Raet), uma medida que permite que suas operações continuem enquanto se busca uma reestruturação.

Essa situação significa que os investidores do Will Bank não precisam se preocupar em acionar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é utilizado apenas em casos de intervenção ou liquidações.

Na mesma terça em que a liquidação do Banco Master foi anunciada, muitos usuários do Will Bank enfrentaram dificuldades de acesso. Isso ocorreu em um momento em que diversos sites estavam fora do ar devido a uma falha no serviço da Cloudflare, afetando simultaneamente a experiência de alguns clientes.

Até o momento, informações indicam que as contas, cartões, limites, operações de crédito e serviços do Will Bank permanecem operacionais. O banco digital continua autorizado a funcionar pelo Banco Central enquanto avança no processo de venda, que se tornou urgente para evitar que a situação do grupo Master impacte suas operações.

A decisão de manter o Will Bank operacional é voltada para facilitar a venda da instituição a um novo investidor. O fundo Mubadala é um dos candidatos mais avançados nas negociações, que estão sendo realizadas com a colaboração da Mastercard, responsável pelas transações de cartões do Will Bank.

Atualmente, o Will Bank conta com aproximadamente R$ 7 bilhões em passivos e cerca de R$ 8 bilhões em transações com a Mastercard. O regime especial temporário foi implementado para preservar o funcionamento do banco enquanto soluções no mercado são buscadas, visando evitar impactos negativos para clientes e parceiros, o que geraria preocupações para a Mastercard, em caso de liquidação do Will.

Entendendo a liquidação do Banco Master, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial e pela interrupção das operações da instituição e da Master Corretora, após concluir que não havia perspectiva de recuperação. Essa medida implica a antecipação de obrigações e a exclusão do grupo do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, a decisão inclui a indisponibilidade dos bens das holdings controladoras e dos administradores do grupo, como Daniel Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal durante uma operação relacionada ao caso.

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