Previdência privada compensa? Conheça 6 mitos para investidores

A previdência privada é um tema que gera diversas dúvidas entre os brasileiros. Muitas pessoas acreditam que esse tipo de produto financeiro é exclusivo para quem não contribui com o INSS ou que é vantajoso apenas para jovens. Também há a ideia de que previdência privada é igual a poupança ou que seu uso se restringe à aposentadoria. Essas e outras crenças erradas cercam o assunto.
Embora a previdência privada seja uma ferramenta importante para planejamento financeiro, é cercada de mitos. Aqui estão algumas das confusões mais comuns:
Primeiro, é um equívoco pensar que a previdência privada substitui a previdência pública, que depende do INSS. Na verdade, a previdência privada é uma medida complementar. Ela oferece recursos adicionais, já que o benefício máximo do INSS é de aproximadamente R$ 8.157, montante que pode não ser suficiente para manter o padrão de vida desejado após a aposentadoria. A previdência privada ajuda a construir uma reserva financeira para garantir maior segurança no futuro.
Outro mito é que só se pode ter um único plano de previdência. Isso não é verdade. Assim como com seguros, é perfeitamente possível ter mais de um plano, em diferentes instituições, com objetivos específicos. A combinação de diferentes modalidades, como o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), pode trazer benefícios fiscais significativos. O PGBL é mais indicado para quem faz a declaração completa do imposto de renda, enquanto o VGBL oferece maior flexibilidade e é mais adequado para quem utiliza a declaração simplificada.
Além disso, uma crença errada é que planos de previdência são caros e voltados apenas para pessoas de alta renda. Na realidade, a previdência privada está acessível a diferentes públicos, com opções de início a partir de R$ 50 por mês. A regularidade nos aportes, ainda que de valores pequenos, é o que gera resultados significativos a longo prazo, devido aos juros compostos.
Outro equívoco comum é pensar que a previdência privada é exclusivamente para aposentadoria. Embora esse seja um dos principais usos, ela também pode ser aplicada em diversas outras finalidades, como financiar estudos, abrir negócios ou até realizar uma transição de carreira. A versatilidade da previdência privada permite que seja um recurso útil para vários objetivos financeiros.
Muitas vezes, é confundida com a caderneta de poupança, mas são opções financeiras distintas. A poupança é geralmente usada para objetivos mais imediatos, enquanto a previdência privada é projetada para acumulação de recursos ao longo do tempo. A rentabilidade da poupança é limitada e frequentemente não supera a inflação. Em comparação, a previdência oferece uma gestão profissional e diversas opções de investimento, com potencial de retornos superiores.
Por fim, outra ideia errada é que a previdência privada só é vantajosa para quem começa a contribuir desde jovem. Começar cedo realmente traz vantagens, especialmente pelo efeito dos juros compostos, mas nunca é tarde para iniciar. O importante é dar o primeiro passo e se comprometer com o planejamento financeiro. Mesmo quem está próximo da aposentadoria pode usar a previdência como uma ferramenta para organização patrimonial e planejamento sucessório.
A previdência privada é, portanto, uma opção acessível e flexível que pode ajudar a alcançar metas financeiras tanto a curto quanto a longo prazo.



