Mercado imobiliário de SP cresce 28% em setembro de 2023

O mercado imobiliário de São Paulo registrou uma significativa alta em setembro, refletindo um momento de recuperação nas vendas e locações de imóveis usados. Um levantamento realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo mostrou que as vendas aumentaram 28,3% em relação a agosto, enquanto as locações cresceram 13,24%. Esse cenário sugere uma renovada confiança entre consumidores e investidores.
A pesquisa, que ouviu 1.907 imobiliárias em todo o estado, indica que o crédito habitacional continua sendo o principal impulsionador do mercado, mesmo com as taxas de juros elevadas. Os financiamentos responderam por 66,3% das transações, com a Caixa Econômica Federal liderando com 52,7% e os demais bancos contribuindo com 13,6%. As vendas à vista totalizaram 20,3%, seguidas por parcelamentos diretos com os proprietários (12,2%) e consórcios (1,3%).
O presidente do CreciSP destacou que esse desempenho é um sinal de recuperação consistente, especialmente no segmento de imóveis usados. Ele apontou que fatores como a estabilidade econômica, a oferta de crédito acessível e uma maior segurança jurídica estão facilitando novos negócios.
Dentre os imóveis vendidos, 59% eram apartamentos e 41% casas, com predominância de unidades de dois dormitórios, que são as mais procuradas tanto para compra quanto para locação. A maior parte das transações ocorreu na faixa de preço entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, indicando um forte apelo pelo segmento de médio padrão. As casas vendidas geralmente possuíam entre 50 m² e 100 m², enquanto a maioria dos apartamentos não ultrapassava 50 m².
Quase metade dos imóveis vendidos (48,9%) localizava-se em áreas periféricas, mostrando uma crescente busca por moradias que oferecem uma melhor relação custo-benefício e uma infraestrutura urbana mais desenvolvida.
No setor de locação, também houve um crescimento considerável. A maioria dos novos contratos de aluguel foi para imóveis na faixa de R$ 1.000 a R$ 1.500, representando 27,3% das locações. Assim como nas vendas, 62,2% dos imóveis alugados estão situados em regiões periféricas.
O uso do seguro-fiança como garantia locatícia se destacou, sendo a principal escolha em 38,2% dos contratos, superando o fiador tradicional (30,8%) e o depósito caução (25,2%). Essa tendência reflete uma mudança no perfil dos inquilinos, que buscam mais agilidade e segurança no processo de locação, além de uma gestão mais profissional das imobiliárias.
Em setembro, 31,6% dos inquilinos que cancelaram contratos optaram por imóveis mais baratos, enquanto 17,7% migraram para opções mais caras. Um percentual significativo de 50,7% não justificou suas mudanças.
O CreciSP entende que o desempenho de setembro confirma a recuperação gradual do setor imobiliário paulista, impulsionada pelo crédito habitacional e por uma demanda reprimida acumulada nos últimos anos. O presidente da entidade ressaltou que a confiança do consumidor está aumentando, principalmente devido à disponibilidade de imóveis compatíveis com o orçamento familiar.
A consolidação do mercado de imóveis usados demonstra um setor mais maduro e atento às necessidades sociais, além de se mostrar cada vez mais relevante para a economia do estado. Com o atual ritmo, as expectativas para o final do ano são positivas, tanto para as vendas quanto para as locações no último trimestre.




