Investimento mensal necessário para comprar apartamento em 5 anos

O desejo de ter a casa própria continua sendo um dos mais buscados pelos brasileiros, independentemente da idade ou da classe social. No entanto, conquistar esse objetivo pode ser desafiador e requer um bom planejamento financeiro. Com metas claras e disciplina, é possível alcançar esse sonho em até cinco anos.
Especialistas em finanças pessoais esclarecem que o sucesso na compra do imóvel depende de três fatores principais: tempo, rentabilidade e constância. O valor que precisa ser investido mensalmente varia com base nessas variáveis. Quanto mais tempo disponível e maior for o rendimento dos investimentos, menor será o esforço financeiro mensal necessário.
Para exemplificar, uma simulação feita por uma planejadora financeira mostrou que, para juntar R$ 700 mil em cinco anos, começando com um investimento inicial de R$ 50 mil e considerando uma rentabilidade média de 1% ao mês, seria necessário aportar R$ 7.458,89 por mês. Esse valor pode ser mais acessível se o investidor mantém a disciplina e permite que os juros compostos ampliem seu capital.
Entretanto, há outras formas de ajustar esse plano. Se a pessoa começar com um valor maior, como R$ 100 mil, o investimento mensal necessário cairia para R$ 6.346,67. Além disso, é possível pensar em metas intermediárias, como juntar metade do valor e financiar o restante. Para quem possui uma renda mensal de R$ 10 mil, a meta de R$ 350 mil em cinco anos é mais viável, exigindo aportes em torno de 32% da renda. Essa abordagem é considerada desafiadora, mas factível, desde que se mantenha o foco e o controle financeiro.
É importante destacar que, caso a taxa de juros diminua ao longo dos próximos cinco anos, os investidores devem diversificar seus investimentos para garantir uma rentabilidade adequada.
Os produtos de renda fixa permanecem como uma opção segura e previsível para quem deseja poupar para compra de imóveis. Com a taxa básica de juros em 15% ao ano, investimentos como Tesouro IPCA+, CDBs de bancos médios, LCIs e LCAs são adequados para objetivos de médio prazo, como a aquisição de um imóvel.
Para montar um plano de poupança, é essencial seguir algumas etapas. Primeiro, é importante mapear a situação financeira atual, fazendo um fluxo de caixa com todas as receitas e despesas mensais. Depois, deve-se definir um valor mensal que cabe no orçamento sem afetar gastos essenciais. Automatizar os aportes, programando transferências automáticas para investimentos logo após o recebimento do salário, também ajuda no processo.
Além disso, é necessário incluir espaço para lazer e bem-estar no planejamento, pois cortar todos os gastos pode não ser sustentável a longo prazo. Por fim, é aconselhável revisar o plano anualmente, ajustando os valores conforme a evolução da renda e as mudanças no cenário econômico.
Se o financiamento for necessário, especialistas recomendam que o comprador tenha pelo menos 20% do valor do imóvel como entrada. As taxas de financiamento variam entre 11% e 13% ao ano, dependendo das condições oferecidas pelo banco. O uso do FGTS também pode ser uma alternativa viável, podendo ser utilizado tanto para a entrada quanto para amortização das parcelas.
É fundamental estar atento às exigências de renda do sistema financeiro ao planejar o financiamento. Por exemplo, um imóvel de R$ 700 mil, com 20% de entrada, exigiria uma renda de R$ 17,4 mil, o que pode ser inviável para muitos trabalhadores. Além disso, especialistas sugerem evitar apartamentos na planta, optando por imóveis usados ou recém-construídos, para evitar custos adicionais com acabamentos e mobília.
Guardar dinheiro para a casa própria é um processo que demanda paciência e constância. A melhor estratégia é começar o quanto antes e ajustar o plano conforme as condições econômicas mudam. Mantendo os investimentos automáticos, torna-se mais fácil incorporar esse hábito no dia a dia. Com isso, o sonho da casa própria se torna uma meta realista e alcançável.




