Princesa Isabel: A Redentora do Brasil
Princesa Isabel (1846-1921) foi uma destacada figura do Brasil Império, filha do imperador D. Pedro II. Ela é reconhecida por assinar a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. Última princesa do Império Brasileiro, Isabel assumiu a regência em três ocasiões, durante as ausências de seu pai. Com a Proclamação da República, foi forçada a se exilar.
Infância e Educação
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu em 29 de julho de 1846, no Palácio Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Declaração de princesa imperial e herdeira do trono ocorreu aos 4 anos, após a morte de seus irmãos. Sua irmã, Princesa Leopoldina, foi sua grande amiga.
Para sua educação, D. Pedro II designou a Condessa de Barral como preceptora. Isabel demonstrou interesse por estudos variados, incluindo literatura, latim, inglês e matemática. Aos 14 anos, prestou juramento à Constituição Brasileira.
Casamento e Filhos
Em 1864, Isabel casou-se com Gastão de Orleans, o Conde d’Eu, após escolher seu coração acima das imposições familiares. O casamento ocorreu em uma cerimônia no Paço Imperial, e o casal teve quatro filhos: Luísa Vitória, Pedro de Alcântara, Luís Maria Filipe e Antônio Gastão Francisco.
O Juramento à Constituição
Ao completar 25 anos, em 29 de julho de 1871, a Princesa Isabel se tornou a primeira senadora do Brasil, prestando juramento perante figuras importantes do Império.
A Regência e a Abolição dos Escravos
Durante a primeira regência, em 1871, Isabel assinou a Lei do Ventre Livre. Sua segunda regência em 1876 foi marcada por avanços na infraestrutura do país. Em 1888, assumiu novamente e, no dia 13 de maio, assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos no Brasil e ganhando o título de A Redentora.
Exílio e Morte
Após a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, a família imperial foi forçada ao exílio. Isabel e sua família se estabeleceram na Normandia, França, onde ela faleceu em 14 de novembro de 1921. A revogação da expulsão da família ocorreu em 1920, e seus restos mortais foram transladados para o Brasil em 1953.


