Biografia de Plínio Salgado

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Plínio Salgado

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Plínio Salgado: Um Marco da Política Brasileira

Plínio Salgado (1895-1975) foi um político, escritor e jornalista brasileiro que deixou uma marca indelével na história política do país. Nascido em 22 de janeiro de 1895, em São Bento de Sapucaí, São Paulo, ele fundou em 1932 a Ação Integralista Brasileira, um movimento político inspirado no fascismo italiano.

Início da Vida e Formação

Filho do coronel Francisco das Chagas Salgado e da professora Ana Francisca Rennó Cortez, Plínio ficou órfão de pai aos 16 anos. Sua jornada na imprensa começou em 1916, quando começou a colaborar com o semanário Correio de São Bento. Em 1918, ele aventurou-se no cenário político ao fundar o Partido Municipalista, que defendia a autonomia dos municípios do Vale do Paraíba.

Contribuições à Arte e Literatura

Em 1920, Plínio mudou-se para São Paulo e se juntou ao Correio Paulistano, onde conheceu Menotti del Picchia. Participou da Semana de Arte Moderna em 1922 e, em 1924, foi um dos principais ideólogos do Movimento Verde-Amarelo, que se opunha ao primitivismo de Oswald de Andrade.

Em 1926, lançou seu primeiro livro, O Estrangeiro, um romance que aborda a vida de um jovem anarquista imigrante e oferece uma visão panorâmica da sociedade paulistana da década de 20.

Trajetória Política

Plínio foi eleito deputado estadual em São Paulo em 1928 pelo PRP e, em 1929, apoiou Júlio Prestes na corrida presidencial contra Getúlio Vargas. Após uma viagem à Europa, onde conheceu o fascismo, retornou ao Brasil determinado a criar um movimento semelhante. Com a Revolução de 1930, alinhou-se a Vargas e tornou-se redator do A Razão.

Fundação da Ação Integralista Brasileira

Em 1932, Plínio fundou a AIB, que defendia uma versão brasileira do fascismo. O lema “Deus, Pátria e Família” e o uso de camisas verdes tornaram-se marcas do movimento. No I Congresso da AIB, em 1934, ele foi consagrado como “chefe nacional”.

Desafios e Exílio

Após apoiar o golpe de 1937 que instaurou o Estado Novo, Plínio viu seus planos políticos frustrados quando Vargas extinguiu todos os partidos, incluindo a AIB. Em 1938, ele tentou depor Vargas em duas ocasiões, mas foi preso e exilado em Portugal.

Retorno e Últimos Anos

Com o fim do Estado Novo em 1945, Plínio retornou ao Brasil e fundou o Partido de Representação Popular. Tentou a presidência em 1955 e foi eleito deputado federal em 1958 e reeleito em 1962. Ele apoiou o golpe militar de 1964 e, com a implementação do sistema bipartidário, ingressou na Arena, onde exerceu mais dois mandatos de deputado federal.

Plínio Salgado faleceu em São Paulo no dia 8 de dezembro de 1975.

Retrato de Plínio Salgado, político e escritor brasileiro.
Plínio Salgado, figura central da Ação Integralista Brasileira.
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