Pixinguinha: O Músico Brasileiro que Encantou o Mundo
Pixinguinha (1897-1973) é um dos maiores ícones da Música Popular Brasileira, célebre por sua composição “Carinhoso”, uma das obras mais emblemáticas do gênero. Seu nome verdadeiro é Alfredo da Rocha Viana Filho, nascido em 23 de abril de 1897, na Piedade, Rio de Janeiro.
Infância e Formação Musical
Filho de Alfredo da Rocha Viana, um flautista, e de Raimunda Viana, Pixinguinha cresceu em uma família grande, sendo o mais novo de dezoito irmãos. Desde cedo, demonstrou interesse pela música, ouvindo serenatas organizadas por seu pai. O apelido “Pixinguinha”, dado por sua avó Edwiges, tem origem africana e significa “menino bom”.
Iniciou seus estudos de flauta aos oito anos, ensinados por seu pai, e aos 12 já dominava a teoria musical. Nessa época, sonhava em tocar clarineta, mas sua carreira começou cedo, aos 14 anos, quando se juntou ao grupo carnavalesco “Filhas da Jardineira”.
Carreira Musical
Em 1911, Pixinguinha compôs seu primeiro chorinho, “Lata de Leite”, e logo se destacou na cena musical carioca. Com seu irmão, foi contratado para tocar na casa de chope “Concha”, onde ganhou notoriedade. Em 1915, fez sua primeira gravação com o grupo “Choro Carioca”.
A formação do grupo Oito Batutas em 1918, ao lado de Donga e outros músicos, foi um marco na sua carreira. Eles estrearam no Palais, trazendo uma nova energia ao público que estava acostumado com a música importada.

Em 1921, Pixinguinha e o Les Batutas viajaram para Paris, onde conquistaram o público europeu com seus choros e sambas. O retorno ao Brasil trouxe novas oportunidades, e ele começou a experimentar o saxofone, que se tornaria seu instrumento principal nos anos seguintes.
Contribuições e Reconhecimento
Na década de 30, fundou o grupo da “Velha Guarda” e, em 1937, a música “Carinhoso” foi gravada por Orlando Silva, tornando-se um clássico da música brasileira.

Nos anos 40, Pixinguinha se dedicou ao saxofone e ao jazz, mantendo sua influência nas rodas de choro. Em 1962, colaborou com Vinícius de Moraes na trilha sonora do filme “Sol Sobre a Lama”, e continuou a compor mesmo após problemas de saúde.

Legado e Últimos Anos
Pixinguinha faleceu no dia 17 de fevereiro de 1973, enquanto apadrinhava uma criança na Igreja de Nossa Senhora da Paz. Sua música e contribuição à cultura brasileira permanecem eternas.