Molière: O Mestre do Teatro Francês
Molière, nome artístico de Jean-Baptiste Poquelin, nasceu em Paris no dia 15 de janeiro de 1622. Considerado um dos maiores dramaturgos do século XVII, sua obra é um pilar do teatro francês. Apoiado pelo rei Luís XIV, que admirava suas sátiras e comédias, Molière se tornou o principal fornecedor de entretenimento da corte.
Formação e Início da Carreira
Filho de um tapeceiro real, Molière ficou órfão de mãe ainda na infância e recebeu uma educação privilegiada no Colégio de Clermont, onde estudou de 1633 a 1639. Apesar de sua formação, o teatro sempre foi sua verdadeira paixão. Juntamente com outros atores, fundou a companhia “L’Illustre-Théâtre”, que se apresentou em Paris por dois anos. Nesse período, adotou o nome Molière.
Com dificuldades financeiras, sua companhia não conseguiu rivalizar com estabelecidas como o Hotel de Bourgogne. Após enfrentar dívidas que o levaram à prisão, Molière recebeu ajuda do pai e integrou-se à companhia de Charles Du Fresne, onde atuou em várias cidades por 14 anos, desenvolvendo seu estilo único.
Reconhecimento e Sucessos
Em 1658, sua performance diante de Luís XIV o catapultou para a fama, especialmente após a apresentação da peça “As Preciosas Ridículas”, que satirizava o esnobismo da sociedade parisiense. Com o apoio do duque Filipe de Orléans, sua companhia foi batizada de “Troupe du Roi”.
Nos anos seguintes, Molière produziu e encenou uma série de obras marcantes, incluindo “Escola de Mulheres” e “O Tartufo”. Este último, uma crítica à hipocrisia religiosa, gerou polêmica e foi proibido pela Igreja, mas solidificou sua reputação como um dramaturgo ousado.
Obras-Primas e Legado
Entre suas obras mais notáveis estão “O Avarento” e “Dom Juan”, que exploram a complexidade da natureza humana. Em 1673, enquanto atuava em “O Doente Imaginário”, Molière sofreu um colapso e faleceu em sua casa em Paris no dia 17 de fevereiro.
Seu legado continua vivo, com frases memoráveis que refletem sua visão sobre a natureza humana e a sociedade:
“Deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros.”