Biografia de José Cândido de Carvalho

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José Cândido de Carvalho

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José Cândido de Carvalho: Um Ícone da Literatura Brasileira

José Cândido de Carvalho (1914-1989) foi um renomado escritor e jornalista brasileiro, cuja obra deixou uma marca indelével na literatura nacional. Seu romance O Coronel e o Lobisomem, lançado em 1964, causou grande impacto e solidificou sua reputação.

Início da Vida e Trajetória

Nascido em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto de 1914, José Cândido era filho de emigrantes portugueses, Bonifácio e Maria Cândido de Carvalho, que se dedicaram ao pequeno comércio. Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro quando ele era jovem, mas logo retornaram a Campos, onde ele trabalhou no comércio local.

Carreira Jornalística

Iniciou sua carreira no jornalismo no final da década de 1920, destacando-se como revisor do jornal O Liberal e redator de outros veículos como O Dia, Gazeta do Povo e Monitor Campista. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1937 e lançou seu primeiro romance, Olha Para o Céu, Frederico, que marcou o início de sua jornada literária.

O Coronel e o Lobisomem

Em 1964, publicou a obra que o tornaria famoso: O Coronel e o Lobisomem. O romance narra a história de Ponciano de Azevedo Furtado, um fazendeiro que, ao tentar se integrar à vida urbana, acaba perdendo sua fortuna e mergulhando em um estado de loucura. Com um estilo que reflete o linguajar típico do interior, a obra foi traduzida para diversos idiomas e rendeu a José Cândido prêmios como o Jabuti, Coelho Neto e Luísa Cláudio de Souza.

Últimos Anos e Legado

Em 1970, tornou-se diretor da Rádio Roquete Pinto e, em 1974, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira n.º 31. Além disso, foi presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte) entre 1976 e 1981. José Cândido de Carvalho faleceu em Niterói, no dia 1 de agosto de 1989, deixando um legado literário rico e diversificado.

Obras Notáveis

  • Olha Para o Céu, Frederico (1939)
  • O Coronel e o Lobisomem (1964)
  • Porque Lulu Bergantim não Atravessou o Rubicon (contos, 1970)
  • Um Ninho de Mafagafos Cheio de Mafagafinhos (contos, 1972)
  • Ninguém Mata o Arco-Íris (crônicas, 1972)
  • Manequinho e o Anjo Procissão (contos, 1974)
  • Se eu Morrer, Telefone Para o Céu (contos, 1979)
  • Notas de Viagem ao Rio Negro (1983)
  • Os Mágicos Municipais (1984)
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