Biografia de Costa e Silva

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Costa e Silva

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Artur da Costa e Silva: Um Líder Militar no Brasil

Artur da Costa e Silva (1899-1969) foi o segundo presidente do regime militar brasileiro, governando entre 1967 e 1969. Seu governo marcou a implementação do Ato Institucional AI-5, que concedeu amplos poderes ao presidente.

Início da Vida e Carreira Militar

Nascido em Taquari, Rio Grande do Sul, em 3 de outubro de 1899, Costa e Silva era filho de imigrantes portugueses, Aleixo Rocha e Silva e Almerinda Mesquita da Costa e Silva. Iniciou sua carreira militar no Colégio Militar de Porto Alegre e, em 1918, transferiu-se para a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Tornou-se aspirante em 1921 e foi promovido a segundo-tenente em 1922.

Participou da tentativa de levante do 1.º Regimento de Infantaria em 1922 e, após ser preso, foi promovido a primeiro-tenente. Sua trajetória militar foi notável, alcançando o posto de general de divisão em 1958 e exercendo importantes funções, incluindo o comando da Terceira Região Militar.

Ascensão ao Poder

Após a derrubada do presidente João Goulart em 1964, Costa e Silva assumiu o Ministério da Guerra e, posteriormente, a presidência da República, sendo eleito indiretamente pelo Congresso em 3 de outubro de 1966, com a confirmação das Forças Armadas e apoio do partido Arena.

Presidência e o Ato Institucional AI-5

Assumindo a presidência em 15 de março de 1967, Costa e Silva governou sob uma nova Constituição que impôs censura prévia à imprensa e permitiu prisões sem evidências. O crescimento de manifestações contra o governo culminou na histórica “Passeata dos Cem Mil” em 25 de julho de 1968, evidenciando o isolamento do regime militar.

Para conter a oposição, ele implementou o AI-5 em 13 de dezembro de 1968, que lhe conferiu poderes extraordinários, incluindo a possibilidade de fechar o Congresso e suspender direitos políticos, marcando o início de uma fase mais repressiva da ditadura.

Crescimento Econômico

Durante seu governo, Costa e Silva adotou uma abordagem econômica mais flexível, promovendo a abertura de créditos e dinamizando a infraestrutura, com a pavimentação de novas estradas e o início da construção da ponte Rio-Niterói.

Últimos Anos de Governo e Legado

Em maio de 1969, anunciou uma reforma política que incluía a possível extinção do AI-5, mas um acidente vascular cerebral o afastou do poder em agosto. Em outubro, ele faleceu no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, deixando um legado controverso na história do Brasil.

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