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FGV rejeita propostas do Sindae-BA e sugere mudanças no PCSC

Na tarde desta sexta-feira, a direção do Sindae se reuniu pela segunda vez com representantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A FGV foi contratada pela Embasa para elaborar estudos sobre a revisão do Plano de Cargos, Salários e Carreiras (PCSC) da empresa. No primeiro encontro, o Sindae apresentou um relatório com os resultados de uma consulta feita com os trabalhadores sobre as mudanças desejadas no plano.

Durante um período de 15 dias, o Sindae disponibilizou um formulário em seu site, onde os trabalhadores puderam enviar suas opiniões. Ao todo, foram coletadas 435 respostas e 611 sugestões, que foram organizadas em 18 categorias. Esse levantamento ajudou a identificar as principais demandas e preocupações dos empregados.

No encontro mais recente, a FGV apresentou um diagnóstico, que foi elaborado a partir de entrevistas com diferentes setores da Embasa. O objetivo era compreender as necessidades de aperfeiçoamento nas relações de trabalho.

O sindicato apresentou 18 propostas, mas todas foram rejeitadas pela FGV. Além disso, a FGV sugeriu o fim da promoção por antiguidade e do anuênio, que são formas de valorização do tempo de serviço dos trabalhadores. Algumas sugestões feitas pelo Sindae incluíam o retorno da progressão vertical de carreiras do plano de 2009, incentivos para qualificação profissional e a criação de um adicional para titulação. Também pediram a redução do número de faixas salariais, equiparação salarial entre funções de nível médio e superior, implantação de um piso salarial para engenheiros, promoção por antiguidade a cada dois anos e gratificações para líderes de equipe.

Um ponto específico abordado foi a importância de reintegrar cargos extintos, como monitor de obras e assistente de informática. No entanto, a FGV deixou claro que não há a intenção de retornar a esses cargos, afirmando que esse tema não era objeto de discussão. Além disso, ao tratar dos desvios de função, a fundação defendeu uma correção das atribuições, o que pode levar a uma generalização das tarefas, como a figura do “faz-tudo”.

Outro tema controverso foi a proposta da FGV para que profissionais técnicos, como engenheiros, não ocupem cargos gerenciais. Segundo a instituição, 44% dos engenheiros da Embasa estão em funções de gerência, o que, na visão da FGV, gera desequilíbrio na estrutura da empresa.

Apesar da rejeição à maioria das propostas, uma proposta foi aceita para discussão: a criação de um edital de remoção. Esta proposta permitirá que trabalhadores interessados em transferência se inscrevam antes da realização de concursos públicos. A FGV mencionou que alguns funcionários se inscrevem em concursos sabendo que desejam ser transferidos logo em seguida. O Sindae, por sua vez, lembrou que muitas solicitações de transferência ocorrem porque há vagas ocupadas por terceirizados.

Os estudos da FGV estão previstos para serem concluídos em meados de novembro, e um relatório final será apresentado à Embasa com as recomendações. Diante da situação atual e das rejeições, o Sindae está convocando os trabalhadores para se mobilizarem e lutarem por um plano que atenda tanto as necessidades da Embasa quanto as expectativas dos empregados, que são fundamentais para a empresa atuar de forma eficaz e prestar um serviço de qualidade para a população.

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