Djanira da Motta e Silva: Uma Pintora Brasileira
Djanira da Motta e Silva (1914-1979) foi uma renomada pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa brasileira. Sua obra “Sant’Ana de Pé” está preservada no Museu do Vaticano, e o mural “Candomblé” foi encomendado por Jorge Amado para sua residência em Salvador. Além disso, ela é responsável pelo painel do Liceu Municipal de Petrópolis e pelo imponente painel de Santa Bárbara, que ocupa 130 m² no Museu Nacional de Belas Artes.
Infância e Início da Carreira
Djanira nasceu em Avaré, São Paulo, no dia 20 de junho de 1914, descendente de imigrantes austríacos e neta de índios guaranis. Sua infância foi marcada por uma mudança para Porto União, em Santa Catarina, e, posteriormente, para Avaré, onde trabalhou em cafezais. As lembranças desse período e seu contato com a vida rural influenciaram profundamente sua arte.
No final da década de 1930, Djanira foi diagnosticada com tuberculose e internada em um sanatório em São José dos Campos, onde fez seu primeiro desenho. Em 1937, casou-se com Bartolomeu Gomes Pereira, um maquinista da Marinha Mercante, que faleceu tragicamente durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1939, Djanira se mudou para Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde adquiriu a Pensão Mauá, um ponto de encontro para artistas e intelectuais. Em 1940, começou a ter aulas com os pintores Emeric Marcier e Milton Dacosta, enquanto frequentava o curso noturno do Liceu de Artes e Ofícios.
Primeiras Exposições e Reconhecimento
Em 1942, Djanira realizou sua primeira exposição no Salão Nacional de Belas Artes, e em 1943, apresentou sua primeira individual na Associação Brasileira de Imprensa, recebendo Menção Honrosa no mesmo ano. Em 1944, conquistou uma medalha de bronze no Salão Nacional e participou da Mostra de Pintores Brasileiros em Londres.
Entre 1945 e 1947, Djanira viveu em Nova Iorque, onde se deixou influenciar pelas obras de Pieter Brueghel. Em 1946, fez uma exposição individual na Sede da União Pan-Americana em Washington. Em 1950, viajou pelo Brasil em busca de novas inspirações e, em 1952, casou-se novamente, adotando o nome Djanira da Motta e Silva.
Entre 1950 e 1951, pintou o mural “Candomblé” para Jorge Amado e um mural para o Liceu Municipal de Petrópolis. Em 1963, confeccionou o painel “Santa Bárbara” e, em 1972, recebeu um diploma e uma medalha do Papa Paulo VI, tornando-se a primeira artista latino-americana representada no Museu do Vaticano.
Características da Obra de Djanira
Djanira é conhecida por sua forte temática brasileira, retratando de forma poética e singela a paisagem nacional em um estilo de arte primitiva, com linhas e cores simplificadas. Sua obra abrange uma diversidade de cenas, desde festas folclóricas até o cotidiano de trabalhadores rurais.
Ao longo de sua carreira, Djanira produziu obras icônicas que refletem a cultura e a espiritualidade brasileira.
Obras de Djanira da Motta e Silva




Mural ‘Candomblé’: Uma bela representação da cultura afro-brasileira.






‘Três Orixás’: Uma expressão da rica mitologia africana na arte de Djanira.






‘Festa Junina’: Uma celebração das tradições brasileiras na arte de Djanira.






‘Festa Popular’: Capturando a essência das festividades brasileiras.






‘Pescadores’: Retrato da vida simples dos trabalhadores do mar.






‘Sant’Ana de Pé’: Obra icônica, a primeira de uma artista latino-americana no Museu do Vaticano.