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Trump aprova acordo para encerrar shutdown do governo

O Congresso dos Estados Unidos aprovou um acordo para encerrar a mais longa paralisação do governo na história do país. A decisão foi tomada na quarta-feira, dia 12, após a Câmara dos Representantes votar a favor da retomada de programas de assistência alimentar, pagamento a servidores públicos e reativação do sistema de controle de tráfego aéreo.

Poucas horas depois, o presidente Donald Trump sancionou o acordo, permitindo que os funcionários federais retornem ao trabalho já na quinta-feira, dia 13. No entanto, ainda não é possível determinar a velocidade com que os serviços e operações governamentais irão voltar ao normal.

Durante a assinatura do projeto, Trump afirmou que “não podemos deixar isso acontecer de novo”, ressaltando a necessidade de um governo mais eficiente.

O pacote foi aprovado com 222 votos a favor e 209 contra. O apoio de Trump foi crucial para manter a unidade do Partido Republicano, apesar da forte oposição dos democratas, que criticaram a falta de um acordo para estender os subsídios de saúde.

O projeto, que foi aprovado pelo Senado no dia 10, encerra oficialmente o “shutdown”, que durou 43 dias. A medida garante o financiamento do governo até 30 de janeiro e continua a aumentar a dívida pública, atualmente em US$ 38 trilhões, com um crescimento anual de cerca de US$ 1,8 trilhão.

Nos próximos dias, espera-se que os serviços públicos sejam gradativamente restabelecidos e que as restrições ao tráfego aéreo sejam aliviadas. O presidente da Câmara, Mike Johnson, conseguiu aprovar o projeto, mesmo com uma maioria estreita em sua bancada.

Antes da votação, Johnson enfatizou a necessidade de fazer o governo “voltar a funcionar e trabalhar pelo povo”. O acordo foi resultado de negociações a portas fechadas entre senadores de ambos os partidos e reverte demissões de servidores federais realizadas pela Casa Branca. Além disso, garante o pagamento retroativo aos funcionários que foram afastados durante a paralisação.

O acordo gerou divisões entre os democratas, que acusaram alguns senadores do partido de cederem às demandas de Trump e dos republicanos. O deputado republicano David Schweikert fez uma comparação bem-humorada, afirmando que os 40 dias de impasse lembravam a série “Seinfeld”, sem um enredo claro.

A votação aconteceu oito dias após resultados favoráveis aos democratas em eleições estaduais, que eles consideravam um impulso para pressionar pela renovação dos subsídios de saúde, que estão prestes a expirar. No entanto, o acordo atual apenas prevê uma votação sobre o assunto no Senado em dezembro, sem garantias de que será aprovada na Câmara.

Uma pesquisa mostrou que a culpa pela paralisação está dividida, com 50% dos americanos responsabilizando os republicanos e 47% atribuindo a responsabilidade aos democratas. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, pediu aos colegas que rejeitassem o projeto, afirmando que ele não resolve a crise de saúde e não prorroga os créditos fiscais do Affordable Care Act, que ampliou o acesso à saúde.

Esta paralisação superou o recorde anterior de 35 dias, que ocorreu durante o primeiro mandato de Trump. Como resultado, centenas de milhares de servidores federais foram suspensos temporariamente, enquanto aqueles considerados essenciais trabalharam sem remuneração.

Além disso, o “shutdown” impactou a oferta de serviços públicos e ameaçou benefícios para famílias de baixa renda, incluindo mais de 40 milhões de americanos que dependem do Programa de Assistência Nutricional Suplementar, essencial para a obtenção de alimentos. O impasse no Congresso também causou problemas no transporte aéreo, com a Administração Federal de Aviação tendo que ordenar a redução de voos devido à falta de controladores que não compareciam ao trabalho.

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