Economia

BC afirma que Selic de 15% é adequada por longo período

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, acreditando que esse patamar é adequado para reduzir a inflação até a meta estabelecida. A informação foi revelada na ata da 274ª reunião do comitê, divulgada nesta terça-feira.

O Banco Central considera que manter a taxa de juros nesse nível elevado é necessário e que essa estratégia deve ser seguida por um período prolongado. Este movimento visa trazer a inflação para perto da meta desejada. Os membros do Copom destacam que, se necessário, podem aumentar os juros novamente no futuro.

O ambiente econômico internacional segue instável, especialmente devido a questões ligadas aos Estados Unidos e a tensões geopolíticas. Esse cenário demanda cautela por parte das economias emergentes, incluindo o Brasil. No contexto interno, o Copom notou um crescimento moderado da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue ativo.

Recentes dados sobre a inflação indicam uma desaceleração. No entanto, a inflação ainda se encontra acima da meta. As expectativas para os anos de 2025 e 2026 são de que o índice chegue a 4,5% e 4,2%, respectivamente, enquanto a meta central é de 3%. O Copom classificou a situação da inflação como desafiadora e expressou preocupações com a desancoragem das expectativas de inflação.

O documento também menciona que a política fiscal impacta significativamente as percepções de risco do mercado e a taxa neutra de juros. O Copom enfatiza a importância da coordenação entre as políticas fiscal e monetária e alerta que a diminuição do esforço fiscal ou o aumento do crédito direcionado podem dificultar a redução da inflação.

Para o cenário previsto, a inflação acumulada em quatro trimestres está estimada em 4,6% para 2025 e 3,6% para 2026. Para o segundo trimestre de 2027, a projeção é de 3,3%, ainda acima da meta.

Por fim, o Copom reafirma que a política monetária atual, classificada como “fortemente contracionista”, deve ser mantida para facilitar a queda da inflação. A decisão de manter a taxa Selic inalterada foi unânime entre os nove membros do comitê, sob a liderança de Gabriel Galípolo.

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